Atividade fumigante do óleo essencial de Eugenia uvalha Cambess e



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Sociedade Brasileira de Química (SBQ)  

 

31



Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Química  

 

Atividade fumigante do óleo essencial de Eugenia uvalha Cambess. e 



Melaleuca leucadendron L. (Myrtaceae) contra o ácaro rajado 

 

Raquel G. Silvestre (TC)

1

, Ilzenayde de A. Neves(IC)

1

, Marcílio M. Moraes(IC)

1

, Cristianne A. 

Gomes(IC)

1

, Ruth M. Nascimento (IC)

1

, Cláudio P. A. Júnior (PG)

1

 e Cláudio A. G. da Câmara (PQ)*

1

 

1

 Laboratório de Produtos Naturais Bioativos, Depto. de Química – UFRPE, R. Dom Manoel de Medeiros, s/n, 52171-

900, Recife, camara@dq.ufrpe.br 

 

Palavras Chave: Eugenia uvalha, Melaleuca leucadendron, Óleo essencial, ação fumigante. 

 

Introdução 

 A família Mirtaceae é constituída por mais de 100 

gêneros e mais de 3000 espécies. Ocorre em maior 

parte nas regiões tropicais e subtropicais

1

. As 


espécies são reconhecidas pela produção de óleos 

essenciais (OE) e ação medicinal (espectorante) e 

flavorizante. Dentre os gêneros que se destacam, 

na produção de OE podemos mencionar  Eugenia e 



Melaleuca,  esta última, nativa da Austrália.  Na 30ª 

RASBQ, apresentamos a composição química do 

OE da folha de  Eugenia uvalha

2

.  O presente 

trabalho tem por objetivo investigar a atividade 

fumigante contra o ácaro rajado (Tetranichus 



urticae) do OE das folhas de  E. uvalha e  M. 

leucadendron  que ocorre na Mata Atlântica de 

Pernambuco. 



Resultados e Discussão 

Folhas de  E. uvalha e M. leucadendron foram 

coletadas no campus da Universidade Federal Rural 

de Pernambuco (UFRPE) em Dois Irmãos. 

Exsicatas foram depositadas no Herbário Profº 

Vasconcelos Sobrinho sob o nº 48.216 e 48.489, 

respectivamente. Os OEs foram obtidos por 

hidrodestilação num aparato do tipo Cleavenger 

modificado.  

A atividade fumigante foi realizada de acordo com 

metodologia estabelecida pelo nosso grupo de 

pesquisa


3

. Recipientes de vidro (2,5 L) foram 

usados como câmaras de fumigação. Três discos 

de folha de feijão-de-porco (2,5cm) foram colocados 

sobre discos de papel de filtro saturados com água, 

dentro de placas de Petri. Em cada disco de folha 

foram colocadas 10 fêmeas adultas do ácaro-rajado. 

Cada placa de Petri, contendo um total de 30 

ácaros, foi colocada no interior da câmara de 

fumigação. Os OE foram aplicados, separadamente, 

com auxílio de pipeta automática, em tiras de papel 

de filtro (5x2cm) presas à superfície inferior da 

tampa dos recipientes. Uma série de doses dos OE 

foram usadas para a obtenção da CL

50

. Nada foi 



aplicado na testemunha. O período de exposição 

aos OE foi de 24 horas. Para cada dose, houve três 

repetições. As avaliações foram feitas ao final do 

período de exposição. Consideraram-se mortos os 

ácaros incapazes de caminhar uma distância 

superior ao comprimento de seu corpo após um leve 

toque com  pincel de cerdas finas. A CL

50

 foi 



calculada através do programa MicroProbit.

4

 e está 



descrita na  Tabela 1. 

Tabela 1. CL

50

 em µL/L de ar dos óleos essenciais 



de E. uvalha e M. leucadendron 

Mirtaceae 

Folhas 

Equação 

CL

50

 

I.C. 95%*  

E. Uvalha  

Y=5,689+0,97log*x 

0,19 

(0,02-0,68) 



M. 

leucaden. 

Y=3,67+3,61log*x 

2,34 

(2,14-2,55) 



*Intervalo de confiança à 95% de probabilidade para o c oeficiente 

angular. As equações  diferem estatisticamente

 

entre si. 



 

Ambos os OE foram tóxicos contra o ácaro rajado, 

os quais podem ser utilizados em seu manejo, 

minimizando assim, perdas significativas aos 

pequenos agricultores do nosso Estado. No entanto, 

outros estudos, como realização de dose sub-letal e 

testes biológicos com inimigos naturais são 

necessários na validação de sua eficácia e uso no 

controle desse ácaro. 

Conclusões 

Os resultados sugerem que o OE de  E. uvalha 

possui maior toxicidade do que o OE de  M. 

leucadendron. Estudos estão em andamento na 

investigação química do OE da folha de  M.  



leucandendron, bem como na realização de novos 

bioensaios com os componentes majoritários 

identificados nos respectivos OE  contra o ácaro 

rajado e seus inimigos naturais. 

 Esse foi o primeiro registro da atividade acaricida 

dos OE de E. uvalha e  M. leucandendron



Agradecimentos 

Ao CNPq pela concessão de bolsa. 

1

Morais, A. A., et al.  Estudo Químico do Óleo Essencial de Melaleuca 



leucadendrom L. (Mirtaceae). In: XI Jornada de Iniciação Científica da 

UFRRJ., 2001, Campus da UFRRJ. Seropédica : Editora da UFRRJ. 

2

 J. C. S. Oliveira, I. A. Neves, E. V., Souza, M. O. E. Schwartz, L. L. D. 



Silva, C. A. G. da Camara, 30ª RASBQ, PN-40. (2007). 

3

W. J. T. Pontes, J. Essent. Oil Res.19, 379 (2007) 



4

Finney, D.J.  Probit analysis a statistical, treatment of the sigmoid 



response curve; University Press, Cambridge. 


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