Extrato de estigma de milho no crescimento



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XII CONGRESSO NACIONAL DE MEIO AMBIENTE DE POÇOS DE CALDAS


20 A 22 DE MAIO DE 2015 – POÇOS DE CALDAS – MINAS GERAIS





EXTRATO DE ESTIGMA DE MILHO NO CRESCIMENTO

in vitro DE Hyptis marrubioides EPL.
Jessica Azevedo Batista(1); Juliana Vieira(2) ; Sonia Marina Alves (3); Melina Karla Arantes(4); Priscila Pereira Botrel(5) ; Felipe Campos Figueiredo(6)
(1) Jéssica Azevedo Batista, Laboratorista; Laboratório de Biotecnologia: Cultura de Tecidos Vegetal, IFSULDEMINAS – Campus Muzambinho; Muzambinho – MG; jessica.batista@muz.ifsuldeminas.edu.br; (2) Juliana Vieira, Bióloga; Muzambinho – MG; vieira.j.18@outlook.com; (3) Sônia Marina Alves, Bióloga; IFSULDEMINAS - Muzambinho – MG; soniamarinaalves@yahoo.com.br; (4) Melina Karla Arantes, graduanda em Ciências Biológicas; IFSULDEMINAS - Muzambinho – MG; melinaarantes.tc@gmail.com; (5) Priscila Pereira Botrel, Professor Pesquisador; IFSULDEMINAS – Campus Muzambinho; Muzambinho – MG; priscila.botrel@muz.ifsuldeminas.edu.br; (6) Felipe Campos Figueiredo, Professor Pesquisador; IFSULDEMINAS – Campus Muzambinho; Muzambinho – MG; felipe.fiqueiredo@muz.ifsuldeminas.edu.br
RESUMO - Hyptis marrubioides Epl. (hortelã-do-campo), é uma planta medicinal pertencente à família Lamiaceae, conhecida pela presença de óleos voláteis. O desenvolvimento de técnicas adequadas de cultura de tecidos pode viabilizar a multiplicação rápida de genótipos, como também proporcionar um processo eficiente de produção de mudas em larga escala. Os fatores que mais frequentemente determinam o sucesso da micropropagação são a origem do explante e o meio nutritivo onde são cultivados. Várias mudanças de padrão foram propostas na tentativa de otimizar o crescimento in vitro de plantas. Estudos comprovam que o cabelo de milho considerado um resíduo, contém proteínas, vitaminas, carboidratos, sais minerais de cálcio, potássio, magnésio e sódio, óleos fixados e voláteis, alcalóides, saponinas, taninos e flavonoides. O presente trabalho teve por objetivo propor um meio de cultura sustentável adicionando-se extrato de estigma de milho em meio de cultura MS no crescimento de explantes de H. marrubioides. Os extratos aquoso e alcóolico do estigma do milho adicionados ao meio não foram eficientes para o crescimento in vitro de explantes de H. marrubioides.
Palavras-chave: Estigma do milho. Hortelã-do-campo. Micropropagação. Meio de cultura sustentável.
Introdução

O gênero Hyptis Jacq. (Lamiaceae) inclui cerca de 300 espécies, de ampla ocorrência na América tropical. Estas espécies são bastante aromáticas e frequentemente usadas no tratamento de infecções gastrointestinais, cãibras e dores, bem como no tratamento de infecções de pele (HARLEY, 1988). Estudos recentes têm mostrado atividades biológicas importantes relacionadas ao gênero Hyptis, tais como atividades antifúngica (OLIVEIRA et al., 2004) e antibacteriana (SOUZA et al., 2003), dentre outras.

Apesar dos grandes avanços observados na medicina moderna, as plantas medicinais ainda desempenham importante papel na saúde mundial. Estima-se que cerca de 30% de todas as drogas avaliadas como agentes terapêuticos são derivados de produtos naturais (CALIXTO, 2005; VEIGA-JUNIOR; MELLO, 2008).

Atualmente, as aplicações da biotecnologia na área agrícola e de plantas medicinais têm sido bastante difundidas. Kerbauy (2003) descreve várias dessas aplicações, como clonagem, cultura de células, tecidos e órgãos, obtenção de plantas haploides a partir de cultura de anteras, produção de metabólitos secundários em biorreatores, geração de variantes somaclonais, microenxertia, tecnologia dos protoplastos e criopreservação. A cultura de células e tecidos pode resolver ou minimizar pontos na multiplicação sistematizada de plantas elites pelo processo de micropropagação.

A micropropagação de plantas representa uma alternativa para a propagação comercial de espécies de interesse econômico, dentre elas, as medicinais com valor farmacológico reconhecido. Embora essa técnica tenha como desvantagem o custo elevado, a crescente demanda da indústria farmacêutica por plantas indexadas, livres de vírus, com alta qualidade fitossanitária e fisiológica, bem como com capacidade de síntese de metabólitos secundários potencializada por meio do melhoramento genético justifica a sua utilização (LIMA et al., 2007).

O sucesso da micropropagação tem sido associado a alguns fatores, como tipo de explante, meio de cultura, regulador de crescimento, condições de incubação, dentre outros.

Estudos comprovam que o cabelo de milho considerado um resíduo contém proteínas, vitaminas, carboidratos, sais minerais de cálcio, potássio, magnésio e sódio, óleos fixados e voláteis, alcaloides, saponinas, taninos e flavonoide (ALVES et al., 2013). No presente trabalho avaliou-se a influência do uso do estigma do milho como meio de cultura na micropropagação de H. marrubioides Epl, vulgarmente conhecida como hortelã-do-campo.


Material e Métodos

O trabalho foi realizado no Laboratório de Biotecnologia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais, Câmpus Muzambinho.

O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, constituído de três tratamentos: Testemunha (T1), 50% de extrato aquoso de estigma de milho fresco (T2) e 50% de extrato alcóolico de estigma de milho fresco (T3), com seis repetições por tratamento e oito explantes por parcela.

A multiplicação dos explantes foi realizada através do cultivo in vitro por 40 dias em meio de cultura MS, acrescido dos extratos descritos acima. Foram adicionados 5 mL das soluções de extratos em um litro de meio de cultura MS que teve o pH ajustado para 5,7. Posteriormente, estes foram autoclavados a 121°C, à 1,5 atm., por 20 minutos.

Os explantes permaneceram em BOD sob fotoperíodo constante de 16h/8h e temperatura de 25°C. Após 40 dias foram avaliados o número médio de folhas, brotos, nós, comprimento de brotos, BSPA em explantes de H. marrubioides.

Os dados foram submetidos à análise de variância utilizando-se o software SISVAR (FERREIRA, 2011) e as médias comparadas pelo teste de Scott-Knott (p ≤ 0,05).



Resultados e Discussão

Pôde-se observar que houve diferença significativa para as variáveis respostas: número médio de folhas, brotos, BSPA e comprimento de brotos.

Maior número médio de folhas (14,38) foi observado na testemunha, seguido dos tratamentos 2 (50% de extrato aquoso de estigma de milho fresco) e 3 (50% extrato alcóolico de estigma de milho fresco), os quais se diferenciaram estatisticamente entre si (Figura 1).



a


b



c*


Figura 1. Número médio de folhas em explantes de H. marrubioides em função de diferentes extratos de estigma de milho fresco.

*As médias seguidas da mesma letra não diferem entre si pelo teste de Scott-Knott á 5% de probabilidade.


Para a variável resposta número médio de brotos, houve diferença significativa entre os tratamentos, sendo que a testemunha também se destacou com 3,83, seguido dos demais tratamentos (Figura 2).


Figura 2. Número médio de brotos em explantes de H. marrubioides em função de diferentes extratos de estigma de milho fresco.

*As médias seguidas da mesma letra não diferem entre si pelo teste de Scott-Knott á 5% de probabilidade.


O mesmo comportamento foi observado para a variável resposta biomassa seca da parte aérea (Figura 3).

b

a

c*

Figura 3. Biomassa seca da parte aérea em explantes de H. marrubioides em função de diferentes extratos de estigma de milho fresco.

*As médias seguidas da mesma letra não diferem entre si pelo teste de Scott-Knott á 5% de probabilidade.


Para a variável comprimento médio de brotos, a testemunha e o tratamento com extrato aquoso de estigma de milho proporcionaram maiores comprimento de brotos (0,24; 0,28 cm), respectivamente (Figura 4).

Figura 4. Comprimento médio de brotos em explantes de H. marrubioides em função de diferentes extratos de estigma de milho fresco.

*As médias seguidas da mesma letra não diferem entre si pelo teste de Scott-Knott á 5% de probabilidade.


Conclusões

Maior número médio de folhas, brotos e biomassa seca da parte aérea foram encontrados na testemunha, seguidos do extrato aquoso e alcoólico.

Apenas para o comprimento médio de brotos, o extrato aquoso de estigma de milho adicionado ao meio de cultura alcançou melhor eficácia.

Os extratos aquoso e alcóolico do estigma do milho adicionados ao meio não foram eficientes para o crescimento in vitro de explantes de H. marrubioides.


Agradecimentos

Ao IFSULDEMINAS, Campus Muzambinho.


Referências Bibliográficas

ALVES, S. M.; OLIVEIRA, M. D.; ALVES, R. H. P.; SILVA, E. Características físicas, químicas de pamonha e do estigma do milho. In: X Congresso Nacional de Meio Ambiente de Poços de Caldas, 2013, Anais... Poços de Caldas, 2013.

CALIXTO, J.B. Twenty-five years of research on medicinal plants in Latin America: a personal review. Journal of Ethnofarmacology , v.100, n.1-2, p.131-4, 2005.

FERREIRA, D. F. Sisvar: a computer statistical analysis. Ciência e Agrotecnologia (UFLA), v. 35, n. 6, p. 1039-1042, 2011.

HARLEY, R. M. Evolution and distribution of Eriope (Labiatae) and its relatives in Brasil. In: VANZOLINI, P. E.; HEYER, W. R. (Ed.). Proceedings of a workshop on neotropical distribution patterns. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Ciências, 1988. p. 71-80.

KERBAUY, G.B. Clonagem de plantas in vitro. Revista de Biotecnologia Ciência e Desenvolvimento, v.28, p.1-3, 2003.

LIMA, C.S.M. et al. Influência de fitorreguladores no crescimento in vitro de partes aérea de Mentha viridis. Revista Brasileira de Biociências, v.5, supl.2, p.669-71, 2007.   

OLIVEIRA, A.J.B. et al . Callus culture of Aspidosperma ramiflorum Muell. Arg.: growth and alkaloid production. Acta Scientiarum, v.23, p.609-12, 2004.

VEIGA-JUNIOR, V.F.; MELLO, J.C.P. As monografias sobre plantas medicinais. Revista Brasileira de Farmacognosia, v.18, n.3, p.464-71, 2008.

SOUZA, A.V. et al. Germinação de embriões e multiplicação in vitro de Lychnophora pinaster Mart. Ciência e Agrotecnologia, p.1532-8, 2003.






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