Os Recursos Biológicos constituem potenciais fontes de rendimento com grandes benefícios para a população, se forem geridos de forma sustentável



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São Tomé e Príncipe possui a mais rica flora de orquídeas da África (Carsten Bruhl, 1993), a qual pode constituir uma das maiores sensações do ponto de vista da valorização ornamental da flora são-tomense. Para além de orquídeas, salienta-se o valor ornamental:


  • das begónias, Begonia baccata, Begonia macambrarensis, Begonia thomeama,

  • das balsaminaceas, Impatiens buccinalis, Impatiens thomensis, Impatiens manteroana

  • do pau esteira (Pandanus thomensis)

  • dos fetos gigantes: Cyathea manniana e Cyathea welwitscii.

Do ponto de vista ornamental, temos ainda a considerar as flores e as plantas ornamentais. São Tomé e Príncipe possui condições edafo-climáticas apropriadas para o desenvolvimento de diversas espécies de importância comercial, como: as orquídeas, os antúrios, os gingers, as estrelícias e as helicônias.


Os animais com valor ornamental são os papagaios (Psittacus erithacus) e os periquitos (Agapornis pullarius), que são comercializadas, chegando a ser exportados tal como o macaco (Cercopithecus mona). Quanto às borboletas, há uma endêmica (Defulvata sp), que foi vista pela última vez em 1926.

3.2.6. O valor da biodiversidade no sector artesanal


Regista-se actualmente um número cada vez mais crescente de homens e mulheres que se dedicam a esta actividade em São Tomé e Príncipe. O bambú (Bambusa vulgaris) é uma espécie muito utilizada para confeccionar objectos artesanais, móveis, cobertura de casas, vedações, etc. Existe uma gama de plantas de grande valor artesanal, tais como: o coqueiro (Cocos nucifera), a cedrela (Cedrela odorata), o gôgô (Carapa procera), a amoreira (Milicia excelsa), entre outras.
Dos ecossistemas florestais extrai-se as seguintes matérias-primas da diversidade biológica para o artesanato:


  • Madeira, principalmente a de cedrela (Cedrela odorata) e de ocá (Ceiba pentandra) para talheres, esculturas e pirogas;

  • bambú (Bambusa vulgaris) para fabrico de móveis e diversos outros utensílios;

  • Folhas de palmeira (Elaeis guineesis) e de coqueiro (Cocus nucifera), das quais se obtém a unha para fabrico de cestos e sacas, “mussua”, “Klissaki”, “kissanda, vassoura, etc.;

  • Coco (fruto de Cocus nucifera), de que se obtém fibras e casco para fabrico de diversos objectos (pulseiras, anéis, copos, brincos, cinzeiros, tapetes, etc.);

  • Folha de úlua (Borassus aeaethiopum) fornece material para fabrico de sacas de diversas formas;

  • “Corda” de bananeira (Musa spp.) é usada para confecção de quadros;

  • Folha seca de pau esteira (Pandanus thomensis), usado para tecer esteira – uma das mais importantes fontes de rendimento dos habitantes da zona sul (Angolares).



3.2.7. O valor da biodiversidade ao nível do ecoturismo.

Nos últimos 5 anos, o eco-turismo tem conhecido uma evolução ascendente em São Tomé e Príncipe. Citamos aqui, como exemplo, apenas algumas referências de inquestionável interesse turístico.


- O Pico de S.Tomé, a 2024 m de altitude;

  • Várias quedas de água, sendo as mais importantes as Cascatas de São Nicolau, de Bombaim e de Blú-blú;

  • As elevações como Pico Maria Fernandes, Cão Grande e Cão Pequeno;

  • Exuberantes e densas vegetações da floresta primária de altitude e da floresta secundária bem como a sua flora e avifauna endêmicas;

  • Encostas cobertas de vegetações verdes, expostas em diversas vertentes;

  • As plantações de cacau e de café, estruturadas em parcelas delimitadas por caminhos agrícolas; no seu interior, gigantescas árvores, autênticos monumentos testemunhando as florestas húmidas de baixa altitude (0 – 800 m) que cedera lugar às culturas;

  • Diversidade cultural (e mesmo étnica) constituída pelos descendentes dos antigos escravos e trabalhadores forçados trazidos durante o período colonial das costas da África Central, da Guiné, de Moçambique, de Angola e de Cabo Verde.

Esta actividade económica está actualmente subutilizada e não conta com uma gestão da oferta organizada, hierarquizada e muito menos integrada. Os sítios de maior potencialidade para o desenvolvimento do eco-turismo apresentam as seguintes limitações:




  • Os caminhos agrícolas e/ou de pé posto estão em mau estado, intransitáveis ou desapareceram;

  • É quase inexistente uma correcta sinalização ao longo dos caminhos, sítios e outros;

  • A maioria dos potenciais sítios naturais carece de infra-estruturas de informação ambiental (letreiros, painéis, etc.);

  • Não existe uma inventariação, hierarquização e publicação dos recursos;

- Baixo nível de formação do capital humano para a prestação de serviços.
O trabalho de manutenção dos circuitos de visão no parque d’ôbô é extremamente importante. Esses circuitos bem assinalados dão acesso a paisagens e biótopos variados. Os pequenos grupos de observadores de aves poderão circular sem o risco de as perturbar. Torna-se necessário formar os guias ecológicos nas áreas de ornitologia e botânica e o conhecimento do meio deverá ser o mais elevado possível.
A exposição permanente de fotografias, reproduções de aves e espécies botânicas endémicas, assim como de informações antigas e recentes através de curta-metragem, vídeos, fotocópias, etc..., deverão estar presentes na casa-museu do Parque. A apicultura, floricultura, helicicultura, colecção de borboletas e outros insectos são actividades que constituem atracção dos visitantes.
Em suma, há que valorizar os actuais elementos de interesse para todo o curioso em geral e, sobretudo, para o turista estudioso da Zoologia, da Botânica e de outras Ciências da Natureza.


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