Universidade federal de mato grosso caderno de resumos



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THAIS MONTEIRO BORASCHI


Resumo: O sistema Alojamento Conjunto foi criado para favorecer o cuidado com a puérpera e seu recém-nascido. Nele a mulher pode permanecer com o acompanhante, um representante da sua rede social que a acompanha durante toda a sua permanência no serviço de saúde. A presença do acompanhante trás benefícios à puérpera, uma vez que propicia mais tranquilidade e segurança, reduzindo ainda o risco de depressão pós-parto, além de poder ajudá-la nas tarefas básicas com o recém-nascido. O objetivo dessa pesquisa foi analisar a percepção de puérperas, profissionais de saúde e familiares acerca da importância da participação de um acompanhante durante a hospitalização no período pós-parto. Trata-se de um estudo qualitativo, descritivo e exploratório, que foi aprovado pelo Comitê de ética em pesquisa sob protocolo: 090-HUJM/2011. Os dados foram obtidos através de entrevistas semi-estruturadas, gravadas com a anuência das vinte e quatro respondentes, todas mulheres, após terem assinado o termo de consentimento livre e esclarecido. As entrevistadas compuseram dez profissionais de enfermagem, seis acompanhantes e oito puérperas internadas no Alojamento Conjunto da Clínica Gineco-obstétrica de um Hospital Universitário, localizado em Cuiabá-MT. Para a análise dos dados utilizamos a análise de conteúdo na modalidade temática, sendo que emergiram três categorias: A importância do Alojamento Conjunto na perspectiva das entrevistadas; Considerações acerca do papel do acompanhante no local de estudo e A relação equipe de enfermagem-acompanhante no Alojamento Conjunto da Clínica Gineco-obstétrica. Na primeira categoria todas as respondentes consideraram que a presença do acompanhante é muito importante, pois este fornece apoio psicológico à puérpera e a ajuda nos cuidados com o recém-nascido. A segunda evidenciou que são as puérperas que elegem quem irá acompanhá-las, porém não podem escolher os seus companheiros para isso, uma vez que o hospital não tem estrutura para receber acompanhantes do sexo masculino. Na última categoria, os profissionais relataram raros atritos com as acompanhantes. Além disso, estas últimas revelaram que não são orientadas pelos profissionais de enfermagem sobre o papel que devem desempenhar dentro da referida clínica, inclusive em prol da amamentação exclusiva, e, dessa forma, não conseguiram corresponder à expectativa da equipe em relação aos cuidados com a puérpera e seu bebê, dentre as demais atividades que porventura poderiam executar. Apesar das entrevistadas considerarem importante a presença das acompanhantes, ficou evidente que estas necessitam de melhores condições relativas à estrutura hospitalar para permanecerem naquele setor e carecem de informações sobre as normas e rotinas que não se encontraram efetivamente estabelecidas para o Alojamento Conjunto. Outro ponto a ser destacado refere-se à educação em saúde que teria papel fundamental durante o tempo de permanência das puérperas e acompanhantes no hospital, sendo que estas poderiam desempenhar o papel de apoiadoras do binômio no retorno ao lar, favorecendo um desenvolvimento saudável para o recém-nascido e propiciando segurança para a puérpera.
Palavras-chave: alojamento conjunto; puerpério; período pós-parto; enfermagem

Título: PERCEPÇÃO E MANEJO DA DOR SEGUNDO CUIDADORES DE CRIANÇAS COM DOENÇA FALCIFORME

Orientador: TATIANE LEBRE DIAS

Autor(es):


THAYANE DE ALMEIDA FERREIRA


TATIANE LEBRE DIAS

Resumo: O termo Doença Falciforme (DF) engloba um grupo de anemias hemolíticas hereditárias. A Doença Falciforme é uma doença crônica, resultante de uma modificação genética no ponto (GAG->GTG) gene da globina beta da hemoglobina, originando uma hemoglobina anormal, denominada hemoglobina S (HbS), ao invés da hemoglobina normal. A dor tem função de alertar que alguma estrutura no organismo está sendo afetado por algo, e exige um olhar multidimensional, levando-se em conta os aspectos emocionais, espirituais, físicos e sociais. Na DF a dor acontece de forma recorrente, imprevisível e com intensidade e duração variável. Considerando estes aspectos, este estudo analisou a percepção e o manejo da dor pelos cuidadores no contexto da doença falciforme. Participaram da pesquisa 16 cuidadores de crianças com idade entre 8 a 10 anos de idade, com diagnóstico de Anemia Falciforme (AF – CID.10: D57.0) e que se encontram em atendimento no Hemocentro de Cuiabá, respondendo ao Protocolo adaptado para Caracterização da Dor na Anemia Falciforme e seu Impacto, na versão cuidadores, contendo dados sobre: a) caracterização da dor (intensidade, frequência, duração e descrição das crises dolorosas; localização e realização de atividades); e b) relação com a dor no cotidiano (interferência na rotina e manejo da dor). Os cuidadores caracterizaram a dor na AF: a) associada ao quadro clínico da AF (n= 11); b) avaliaram intensidade da dor como sendo extrema (n= 4), seguida pela intensidade leve (n= 4); c) a região do tronco foi a mais indicada como dolorido d) a dor em tipo queimação (n= 3) e moendo (n=3) foram as mais citadas; e) as crises dolorosas duravam até um dia (n=9); f) identificaram as atividades de lazer como fator desencadeante da dor (n= 7); g) consideraram que as atividades físicas intensificava a dor (n= 3). Quanto à relação com a dor no cotidiano, os cuidadores consideram que a dor interfere a criança em dormir, alimentar-se, brincar, e ir à escola. Frente às crises, para o manejo da dor os cuidadores indicaram o uso de medicamentos (n= 16), e a procura pelo médico em segundo lugar (n= 9). Os dados obtidos demonstram que a percepção e a caracterização da dor ocorrem de forma semelhante para a maioria dos cuidadores, sendo percebida de forma negativa. O impacto causado pela dor na vida dos cuidadores levanta a necessidade de intervenções terapêuticas que visem a melhoria na qualidade de vida dos mesmos.

Palavras-chave: Dor, Cuidador, Doença Falciforme.

Título: PERFIL DE MORBIMORTALIDADE DE RECÉM-NASCIDOS DE RISCO NA CAPITAL DE MATO GROSSO

Orientador: CHRISTINE BACCARAT DE GODOY MARTINS

Autor(es):

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