Universidade federal de mato grosso caderno de resumos



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RICARDO PEREIRA LAUB


MARCUS VINICIUS DE AMORIM

ANDRÉ LUÍS SANTOS DE FREITAS


Resumo: Riquetsioses são doenças causadas por bactérias do gênero Rickettsia, família Rickettsiaceae, na qual está classificado o gênero Rickettsia. No Grupo da Febre Maculosa (GFM), existem mais de 20 espécies descritas, sendo que pelo menos 16 causam infecção nos humanos. Entre as espécies patogênicas para humanos, somente Rickettsia rickettsii, Rickettsia parkeri e Rickettsia felis foram descritas no Brasil. Além disso, a Rickettsia amblyommii, Rickettsia rhipicephali e Rickettsia bellii foram detectadas e/ou isoladas em carrapatos no país, sendo consideradas de patogenicidade desconhecida para humanos e animais. A R. rickettsii é incriminada como o agente da Febre Maculosa Brasileira (FMB), doença de caráter endêmico e a mais importante riquetsiose descrita no Brasil, com casos confirmados nos quatro estados da região Sudeste. O Amblyomma cajennense é o carrapato vetor mais comumente associado com a transmissão, sendo que o Amblyomma aureolatum é também reconhecido como vetor na região metropolitana de São Paulo, onde o Rhipicephalus sanguineus também é suspeito de participar da epidemiologia da doença. Em áreas endêmicas para FMB estes animais apresentam altos títulos de anticorpos contra a Rickettsia spp., associados principalmente a infecção por R. rickettsii, possivelmente correlacionados com o parasitismo pelos vetores. O estudo avaliou a presença de anticorpos em plasma/soro de cães provenientes dos municípios de Cuiabá e Sinop, Mato Grosso, contra antígenos brutos de R. rickettsii, R. parkeri, R. amblyommii, R. rhipicephali e R. bellii através da Reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI). Foram coletados 384 amostras de plasma, entre os meses de Agosto de 2011 a Julho de 2012 de uma população de cães atendidos no Hospital Veterinário (HOVET) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Cuiabá, e 244 amostras de soro de cães do município de Sinop, durante o período de 2010 a 2011. Quando um título obtido para uma determinada espécie de Rickettsia foi pelo menos quatro vezes maior do que o título mais alto obtido para as demais espécies, pode-se sugerir que os anticorpos foram homólogos à primeira espécie, sendo considerado o provável antígeno responsável pela infecção (PARI). Das amostras provenientes do HOVET-UFMT submetidos à RIFI, 12 (3,12%) foram positivas (títulos = 64) com títulos de 64 a 2048 para Rickettsia spp., sendo que sob o critério descrito acima, determinou-se como PARI a R. bellii em oito (2,08%) amostras de soro. Um animal foi soropositivo tanto para R. amblyommii como para R. rhipicephali, e três amostras apresentaram, simultaneamente, títulos para R. rickettsii, R. parkeri, R. amblyommii e R. rhipicephali, no entanto não foi possível determinar o PARI. Do total de amostras de soro de Sinop- MT, cinco (2,04%) foram reagentes (títulos = 64) a pela menos um antígeno de Rickettsia spp. testado. Os títulos apresentaram-se entre 64 e 512, sendo observada amostras positivas somente para R. rhipicephali e/ou R. amblyommii. Os resultados mostraram que os cães, sentinelas para FMB, apresentaram baixa exposição aos carrapatos infectados com riquétsias do GFM, indicando baixo risco de infecção humana por esses agentes na área estudada. Não há comprovação de que a R. bellii seja patogênica aos humanos ou animais.

Palavras-chave: Rickettsia spp, Mato Grosso, Cuiabá, Sinop, Cães, Imunofluorescência indireta, Anticorpos

Título: PINTURA CORPORAL ENTRE OS ESTUDANTES INDÍGENAS DO PROIND DA ETNIA BORORO

Orientador: CARMEN LUCIA DA SILVA

Autor(es):

DANILO GONÇALVES RODRIGUES


Resumo: O presente trabalho expõe parte dos resultados obtidos na pesquisa PIBIC/CNPq desenvolvida no período de 2011/12 sobre a temática “Pintura Corporal entre os Estudantes Indígenas do PROIND das Etnias Umutina e Bororo”. Pertencentes ao tronco lingüístico Macro Jê e Família Lingüística Bororo, ambas as etnias estão presentes no estado de Mato Grosso. A primeira situada no município de Barra do Bugres e a segunda no município de General Carneiro. A forma como nos vestimos, nos adornamos e marcamos nossos corpos diz muito sobre a pessoa e a cultura de um povo, sobre as questões econômicas, religiosas e sociais, uma vez que todos esses aspectos estão intrinsecamente ligados às práticas corporais realizadas pelo homem desde o início da história humana. Assim, a pintura corporal praticada pelos Bororo e Umutina constitui um fato social total, onde mais do que um simples fato isolado, ela denota uma série de outros fatores que marcam a noção de pessoa e seu papel social em sua sociedade, assim como, suas práticas culturais e estratégias de sobrevivência diárias. O estudo tomou como sujeitos da pesquisa os estudantes pertencentes à etnia Bororo participantes do Programa de Inclusão Indígena “Guerreiros da Caneta” da UFMT/PROIND/PROEG. Atualmente, o número de estudantes desta etnia participantes do PROIND totaliza 10 pessoas, o que corresponde a aproximadamente 18% dos indígenas matriculados nos quatro campi da UFMT. A pesquisa foi realizada através do método etnográfico, sobretudo a partir de observação participante e entrevistas abertas, sendo os dados obtidos analisados à luz do referencial teórico antropológico que tratam sobre identidade, arte e corporalidade ameríndia. O Estudo em questão é parte do Projeto de Pesquisa “Vidas Divididas: Ensino superior e povos indígenas”, registrado na PROPEQ/UFMT sob o Nº160/CAP/2011.

Palavras-chave: Pintura Corporal, Estudantes PROIND

Título: POLIQUIMIOTERAPIA PARA TUBERCULOSE EM INDÍGENAS XAVANTES MENORES DE 15 ANOS, EM MATO GROSSO.

Orientador: FLÁVIA LÚCIA DAVID

Autor(es):

MARIO JURUNA NETO URÉBÉTÉ


Resumo: Os povos indígenas representam um importante desafio aos serviços de saúde destinados ao atendimento de comunidades culturalmente diferenciadas no Brasil. Em muitos casos, fatores de ordem sociocultural têm sido associados à baixa eficácia de programas de controle da tuberculose (TB). Esta pesquisa teve como objetivo delinear o perfil farmacoepidemiológico de pacientes com tuberculose em indígenas Xavante menores de 15, entre os anos de 2005 á 2010, no município de Barra do Garças-MT. Foi de uma pesquisa transversal e retrospectiva, baseado nas informações coletadas no Distrito Sanitário Especial Indígena/XAVANTE (DSEI/XAVANTE) de Barra do Garças-MT. Foram coletadas variáveis referentes a gênero, ano da notificação, idade, aldeia, exames de diagnósticos, forma clínica, medicamentos utilizados e situação de encerramento. No total, entre os anos de 2005 á 2010 foram notificados e analisados 103 pacientes indígenas Xavante menores de 15 anos, nas quais, no geral, houve mais casos novos de tuberculose no gênero masculino (51,5%) do que no feminino (48,5%), com uma diferença de apenas 3%. Os 103 casos estão distribuídos em: 22 (2005), 32 (2006), 22 (2007), 11 (2008), 10 (2009) e 6 (2010), com uma média de 17,1 novos casos ao ano. Houve mais novos casos de TB no pólo-base de Campinápolis (30,1%) e nenhum caso novo no pólo-base de Paranatinga (0%). De acordo com as faixas etárias, houve predominância de casos na faixa etária de 0 á 4 anos (78,6%). Dos 103 pacientes, 55,3% apresentaram a forma clínica pulmonar, 11,6% pulmonar positivo, 25,2% pulmonar negativo, 4,8% extrapulmonar e 0,97% dos pacientes em outras localizações. Encontramos 1,97 % dos pacientes que não tinham cadastrados nenhuma informação quanto á forma clínica. Mais da metade dos pacientes utilizaram o esquema de tratamento I (85,4%), 3% utilizaram o esquema IR e 11,6% não tiveram informações disponíveis. No final 68% dos pacientes obtiveram a cura, 4,8% abandonaram o tratamento, 7,8% vieram a óbito e 19,4% foram transferidos, mudaram de diagnóstico, faleceram de outras doenças ou não tiveram informações disponíveis sobre o caso. Pode-se dizer que mesmo tendo um resultado significativo em relação á cura, ainda há muito coisa a ser feito para reduzir os números de casos, pois pode-se observar que o estudo foi realizado apenas em menores de 15 anos e que nos dados analisados as informações eram sempre incompletas, o que dificulta visualizar a situação real desta população estudada.

Palavras-chave: saúde indígena, tuberculose, poliquimioterapia

Título: POPULAÇÕES MICROBIANAS EM SILAGENS INOCULADAS COM STREPTOCOCCUS BOVIS ISOLADO OU COMBINADO COM FARELO DE TRIGO

Orientador: ANDERSON DE MOURA ZANINE

Autor(es):

Resumo: Uma das formas de reduzir o crescimento de microrganismos indesejáveis e minimizar as perdas por fermentação secundária no silo é a aplicação de bactérias lácticas homofermentativas, que produzem somente ácido láctico em seu metabolismo, como inoculante no momento da ensilagem. Nesse contexto, objetivou-se nesse experimento avaliar o crescimento das populações de bactérias ácido láticas, enterobactérias, fungos e leveduras. Utilizou-se um piquete de capim Tanzânia com 0,5 ha e após 65 dias de crescimento realizou-se o corte e ensilagem do capim-tanzânia, armazenados em silos experimentais com capacidade de 10 litros. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado com seis tratamentos e seis repetições: silagem de capim-tanzânia; silagem de capim-tanzânia inoculado com 10% de farelo de trigo; silagem de capim-tanzânia inoculado com 106 ufc/g de estirpes de Streptococcus bovis JB1; silagem de capim-tanzânia inoculado com 106 ufc/g de estirpes de Streptococcus bovis JB1 mais 10% de farelo de trigo; silagem de capim-tanzânia inoculado com 106 ufc/g de estirpes de Streptococcus bovis HC5; silagem de capim-tanzânia inoculado com 106 ufc/g de estirpes de Streptococcus bovis HC5 mais 10% de farelo de trigo. As populações microbianas foram avaliadas, utilizando-se meios de cultura seletivos para cada grupo microbiano: Agar Rogosa (Difco), para enumeração das bactérias láticas (BAL); Violet Red Bile (Difco) para enumeração de enterobactérias (ENT) e Batata Dextrose Agar para a contagem de mofos e leveduras (MEL). Os resultados mostraram que na silagem controle foi verificado maior (P<0,05) número de populações de enterobactérias, mofos e leveduras. Já as silagens inoculadas com Streptococcus bovis HC5 e JB1 adicionadas de farelo de trigo, apresentaram maior número de bactérias ácido lácticas. A atuação do Streptococcus bovis na redução do pH pode ter favorecido o desenvolvimento das BAL, fazendo que estas atingissem populações mais elevadas nas silagens inoculadas. Conclui-se que o Streptococcus bovis JB1 ou HC5 melhora o perfil fermentativo nas silagens, entretanto quando esses estão associados ao farelo de trigo, ocorre maior incremento dos microrganismos desejáveis.

Palavras-chave: Palavras-chave: aditivo, conservação de forragens, valor nutritivo

Título: POPULAÇÕES MICROBIANAS EM SILAGENS INOCULADAS COM STREPTOCOCCUS BOVIS ISOLADO OU COMBINADO COM FARELO DE TRIGO

Orientador: ANDERSON DE MOURA ZANINE

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