Universidade federal de mato grosso caderno de resumos



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MARIANA GOMES FRANCO


THIAGO DE ASSIS SARTORI

MANOEL VICENTE DE BARROS JUNIOR



Resumo: A carreira médica, apesar de suas gratificações psicológicas em poder aliviar sofrimento e dor, traz grandes responsabilidades, somadas a longas cargas horárias de estudo ou trabalho e falta de tempo para atividades de lazer. Tal situação pode desencadear alterações patológicas na saúde mental, que podem se iniciar já na graduação. Por conta disso as universidades devem estar preparadas para dar um suporte aos alunos que venham apresentar algum transtorno na saúde mental. O presente trabalho tem o objetivo de detectar a prevalência de Transtornos Mentais Menores (TMM) em acadêmicos de Medicina, fatores socioeconômicos associados e a procura por suporte da universidade. Foram aplicados Questionários de Auto Relato (SQR- 20), em 200 dos 361 (55%) acadêmicos da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso, regularmente matriculados entre os 1º e 6º anos, a coleta foi reduzida devido à greve docente. Acadêmicos com escore de 8 ou mais respostas positivas foram considerados com TMM, especificidade (?89,3%) e sensibilidade (?86,3). Dos entrevistados, 51% eram mulheres, com idade média aproximada de 22 anos (± 2,6) e renda familiar média entre R$3.000 e R$6.000 para ambos os sexos. O score médio do SQR-20 foi de 4,8 (± 3,7), onde 22,5% (n=45) dos acadêmicos foram considerados com TMM, com maior prevalência em mulheres (62,2%). Acadêmicos do primeiro semestre de graduação apresentaram o score médio maior, 6,2. Acadêmicos casados tiveram score médio 2,6 pontos maior que os solteiros, metade desses acadêmicos apresentaram TMM, prevalência maior que o dobro da amostra geral nesse grupo. Do total entrevistado 27% (n=54) declaram que já fizeram acompanhamento psicológico ou psiquiátrico e apenas 5% (n=10) dos alunos procuraram a universidade para algum serviço de assistência para ambos os serviços. Dos 45 alunos classificados com TMM 42,2% (n=19;s=0,499) possuem algum familiar que tem ou já teve problemas de saúde metal, 60% (n=27;s=0,484) negam ter feito algum tipo de tratamento e 55,6% (n=25;s=0,507) declararam que realizam pesquisas científicas ou trabalho de extensão. Os fatores renda familiar, possuir religião, carro pessoal e recebimento de bolsas/auxílios na universidade isoladamente não interferiram significativamente no score médio dos acadêmicos. O índice de TMM encontrado ficou abaixo em relação a estudos já realizados em outras universidades do Brasil, entretanto é um número significativo Os fatores estressantes que levam aos TMM são diversos, percebe-se acometimento maior entre as mulheres, indicando maior vulnerabilidade desse gênero. A alta prevalência dos TMM entre acadêmicos casados ressalta a importância de apoio psicológico à esse grupo, que tem que administrar as obrigações acadêmicas e familiares. A média de scores maior entre os acadêmicos ingressantes revela que a mudança para o ambiente universitário pode ser mais impactante que as obrigações dos últimos anos. Ficou claro que os TMM ainda são uma patologia pouco conhecida. A baixa procura dos universitários por ajuda mostrar a necessidade da universidade em investir na divulgação e ofertas de programas de apoio psicopedagógicos.

Palavras-chave: transtornos mentais menores, saúde mental, acadêmicos de medicina,

Título: PRINCÍPIO DA SUSTENTABILIDADE E DIREITO AO MEIO AMBIENTE EQUILIBRADO CONSIDERANDO A CONDIÇÃO DOS ANIMAIS NÃO HUMANOS.

Orientador: PATRYCK DE ARAÚJO AYALA

Autor(es):

TAINÁ KREUTZ


Resumo: As relações humanas ocorrem em uma configuração espacial em que se vislumbra aspectos tanto físicos, quanto sociais, culturais, sócio-econômicos, políticos e ambientais principalmente. De suma importância também é o meio ambiente nessas relações, sendo esse o local onde é possível encontrar esse emaranhado de características e aspectos, que, em algum ponto, se tocam e influenciam, positiva ou negativamente cada aspecto. É também no meio ambiente que ocorre a mais palpável relação entre homem e animal não humano, sendo estes essenciais para a manutenção do ciclo vital. Para a eficácia da garantia constitucional de um meio ambiente apropriado conforme expresso na Constituição Federal Brasileira de 1988 há a necessidade de um Estado forte em um sentido ambiental, coexistindo em um mesmo Estado o resguardo social e ambiental. Ademais, a ordem constitucional zela por desenvolvimento, sendo que este, porém, segundo a própria Constituição, só tem seu fundamento maior exposto se associado ao sentido de sustentabilidade. A pesquisa propõe que apenas a concretização de deveres de sustentabilidade, aliada a um objetivo de desenvolvimento é que seria capaz de promover a concretização do referido na constituição. Não há que se falar em direito ao meio ambiente, e nem tampouco em sustentabilidade sem considerar os animais não humanos como parte integradora e essencial nesses processos. Não existe vida, e, por conseqüência, não existe o homem sem a teia que correlaciona todos os animais, humanos e não humanos, assim considerados. Através de pesquisa bibliográfica e de jurisprudência, buscou-se sistematizar sob a perspectiva jurídica brasileira os argumentos e razões morais e normativas capazes de sustentar que a condição dos animais não humanos seria capaz de promover o manejo ecológico, bem como concretizar o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e promover o desenvolvimento sustentável, prevenindo danos ambientais e degradações desnecessárias, formas essas essenciais para a manutenção do meio ambiente e das relações de interdependência entre animais humanos e não humanos.

Palavras-chave: Meio ambiente, Estado Socioambiental de Direito, Constituição Federal de 1988, desenvolvimento sustentável, animais não humanos.

Título: PROCESSAMENTO COMPARATIVO DOS SINAIS GASTRINTESTINAIS ELÉTRICOS E MECÂNICOS OBTIDOS EM RATAS DURANTE A PRENHEZ

Orientador: MADILEINE F. AMERICO

Autor(es):

ANDERSON RAMOS MARTINS


Resumo: Durante a gestação ocorrem diversas mudanças que ainda são pouco compreendidas no que se refere à motilidade gastrintestinal e níveis hormonais. A progesterona tem efeitos inibitórios sobre a musculatura lisa gastrintestinal, enquanto o estradiol parece lentificar esvaziamento gástrico sem alterar o tempo de trânsito. Os efeitos dos hormônios sexuais sobre a motilidade gástrica (atividade elétrica e mecânica) permanecem desconhecidos, embora uma diminuição do esvaziamento gástrico em modelos animais pareça estar associada estrógenos. Técnicas biomagnéticas como a Biosusceptometria de Corrente Alternada (BAC) vêm sendo empregadas por não interferirem com a fisiologia do órgão, não utilizarem radiação ionizante e serem inócuas. A BAC quando associada às técnicas usuais para o registro elétrico – como a eletromiografia (EMG) de serosa – pode proporcionar um modelo capaz de detalhar o perfil eletromecânico em diversas condições. O objetivo do trabalho é correlacionar as interfaces mecânicas (BAC) e elétricas (EMG) da contração com os níveis de hormônios sexuais durante a prenhez de ratas normais.

Dez fêmeas Wistar (250-350g) saudáveis foram submetidas à cirurgia para implantação de marcador magnético e eletrodo na serosa gástrica. Após recuperação, houve acasalamento e confirmada a prenhez, as ratas foram analisadas semanalmente. Nas manhãs dos dias 0, 7, 14 e 20 de prenhez, as ratas eram alimentadas e tinham as atividades gástricas registradas por 30 minutos (registrador multi-canais). Paralelamente, foram realizadas coletas de sangue nos dias 0, 7, 14 e 20 de prenhez para dosagens de progesterona e estradiol. Os resultados foram apresentados como média ± desvio padrão (SD) e as analises estatísticas realizadas por teste t-Student e correlação de Pearson (p<0,05).

A freqüência de contração gástrica foi de 4,4±0,2 ciclos por minuto (cpm), 4,0±0,4 cpm, 3,5±0,3 cpm (p<0,05 vs dia 0), 4,3±0,3 cpm nos dias 0, 7, 14 e 20 tanto pela BAC quanto pela EMG, respectivamente. Os valores obtidos após dosagens de 17 ß-estradiol foram 44±15 pg/mL, 31±9 pg/mL, 25±6 pg/mL, 22±9 pg/mL nos dias 0, 7, 14 e 20, respectivamente. Os valores obtidos após dosagens de progesterona foram 13±6 pg/mL, 54±15 pg/mL, 127±42 pg/mL (p<0.05 vs dia 0), 22±13 pg/mL nos dias 0, 7, 14 e 20, respectivamente. O coeficiente de correlação linear entre a freqüência de contração gástrica e o ß-estradiol foi 2% (p<0,2), enquanto a correlação entre freqüência de contração gástrica e progesterona foi 82% (p<0,0001).

Dentre as alterações, observaram-se arritmias na freqüência de contração, acompanhadas de uma bradigastria no dia 14 de prenhez. Concomitantemente ao aumento das concentrações da progesterona, ocorreu uma diminuição de freqüência contráctil. Nos dados obtidos pela BAC não foi encontrada uma freqüência predominante, apresentando arritmia e baixo acoplamento eletromecânico com a EMG.

Nossos dados mostram uma forte correlação cruzada entre freqüência de contração gástrica e níveis séricos de progesterona durante a gestação em ratas. Esse tipo de associação não foi completamente esclarecida ainda devido a dificuldades metodológicas. A associação BAC-EMG proporciona subsídios para entendimento sobre a participação hormonal na bradigastria observado ao final da gestação com acurácia, segurança e sem interferir na fisiologia normal.

Palavras-chave: TGI, Rata Wistar, Prenhez, BAC, Hormônios, Fisiologia Gastrointestinal, Gestação

Título: PROCESSO EVOLUTIVO DE CONTAMINAÇÃO DA BAÍA DE CHACORORÉ

Orientador: GERALDO LÚCIO DINIZ

Autor(es):

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