Universidade federal de mato grosso caderno de resumos



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DEBORAH GIOVANNA CANTARINI


Resumo: Babaçu é o nome popular da palmeira Orbignya martiana que pertence a família das Arecacae (Palmae). É explorada extrativamente e utilizada como matéria-prima em diferentes atividades pela população brasileira, inclusive no uso medicinal. O mesocarpo do fruto do babaçu é utilizado na medicina popular brasileira para o tratamento de diversas patologias como dores menstruais, constipação, obesidade, reumatismo, úlceras, leucemia e tumores, doenças inflamatórias como a colite e artrite, leucorréias, feridas e gastrite. Na literatura, alguns estudos têm atribuído diversas propriedades biológicas à planta, no entanto, são escassos os estudos analisando sua atividade imunomoduladora. Desse modo, o presente estudo pretende avaliar o potencial da Orbignya martiana como possível biomaterial imunomodulador de fagócitos mononucleares (MN) de sangue periférico humano, na presença de estímulo das citocinas IFN-gama e TGF-beta para a bactéria Escherichia coli enteropatogênica (EPEC). Para tanto, os fagócitos mononucleares (MN) foram separados do sangue pelo gradiente de densidade de Ficoll Paque. As amostras foram separadas em grupos e expostas aos estímulos de extrato vegetal, das citocinas IFN-gama e TGF-beta e de bactérias EPEC. Manteve-se em paralelo um grupo espontâneo contendo apenas células e um grupo controle contendo células e bactérias. Foi verificada a fagocitose e a atividade microbicida utilizando o método de alaranjado de acridina e a liberação de ânion superóxido pelos fagócitos através do método de redução do citocromo C. A análise estatística foi realizada através da análise de variância do Teste t de student comparando-se os grupos experimentais com o grupo controle e foi considerado significativo quando p<0,05. Houve aumento significativo na liberação de ânion superóxido pelos fagócitos em todos os grupos que foram incubados com o extrato vegetal. Na presença de extrato de Orbignya martiana e da bactéria EPEC, houve o maior aumento na liberação de ânion superóxido pelos fagócitos MN (76,7%) quando comparados ao grupo contendo apenas células e bactéria. Quanto a presença de citocinas, houve maior aumento na liberação de superóxido na presença da citocina IFN-gama (61,7%). O índice de fagocitose teve aumento significativo em todos os grupos experimentais quando comparados ao grupo controle. No entanto, teve maior aumento na presença da citocina IFN-gama. A atividade bactericida teve aumento significativo quando as células foram incubadas com as citocinas TGF-beta e IFN-gama. O extrato aquoso de Orbignya martiana demonstrou ser um potente imunoestimulador e imunomodulador de MN. Na presença das citocinas IFN-gama e TGF-beta, o extrato da planta foi capaz de ativar as células e estas exerceram maior atividade fagocítica e bactericida. Esses dados sugerem que a Orbignya martiana é um biomaterial funcional capaz de modular células do sistema imunológico e, portanto, um forte candidato a ser aplicado em benefício da saúde humana.

Palavras-chave: Orbignya martiana; Imunomodulação.

Título: AVALIAÇÃO DO POTENCIAL IMUNOMODULADOR DO BABAÇU (ORBIGNYA MARTIANA) COMO POSSÍVEL NANOMATERIAL NA PRESENÇA DO HORMÔNIO MELATONINA.

Orientador: EDUARDO LUZIA FRANÇA



Autor(es):

JOAO VITOR SILVA ORMONDE


Resumo: O uso de plantas como meio de estimular as células a atuar no tratamento das infecções como uma forma alternativa ao uso de medicamentos antibióticos é relatado na literatura. Tendo em vista esse potencial, observa-se a importância do Babaçu (Orbignya spp), que é uma palmeira brasileira muito usada como matéria-prima, explorada no extrativismo e que apresenta grande potencial, tanto do ponto de vista econômico quanto social. Na região dos ecótones Cerrado-Amazônia e Pantanal-Amazônia nota-se o uso desta planta como medicamento fitoterápico por parte da população e faz-se necessário um estudo para avaliar o verdadeiro potencial desse vegetal como um material funcional. O presente trabalho tem por objetivo verificar "in vitro" a atividade funcional dos fagócitos do sangue periférico humano, com estímulo do extrato hidroalcoólico de Babaçu (Orbignya martiana) – um possível nanomaterial com atividade imunomoduladora – e avaliar o potencial fitoterápico dessa planta. Para a confecção dos ensaios, foram expostos os fagócitos mononucleares de sangue periférico humano a bactéria Escherichia coli enteropatogênica (EPEC), a nano doses do extrato vegetal e do hormônio melatonina. Os fagócitos mononucleares foram obtidos separando-os do sangue total pelo gradiente de densidade de Ficoll Paque. As amostras foram organizadas em grupos e expostas aos estímulos, mantendo-se em paralelo um grupo espontâneo contendo apenas células. Foi verificada a liberação de ânion superóxido pelos fagócitos através do método de redução do citocromo C e para a verificação da fagocitose e a atividade microbicida utilizou-se o método de alaranjado de acridina. A análise estatística dos resultados foi obtida través da análise de variância (ANOVA). As estatísticas calculadas foram consideradas significativas quando seu p-valor foi menor que 0.05 (p<0.05). Os fagócitos apresentaram aumento significativo na liberação de ânion superóxido (p<0.05) nos grupos nos quais houve interação do extrato vegetal com as células, bactérias e com o hormônio melatonina – comparando-os com o grupo espontâneo, contendo apenas células. Notou-se diminuição na resposta oxidativa de fagócitos expostos à bactéria e melatonina na ausência do extrato vegetal. Revelou-se aumento no índice de fagocitose no grupo modulado pelo extrato vegetal e por melatonina, assim como no grupo exposto apenas ao extrato vegetal, porém não se observou diferença significativa na atividade microbicida dos grupos tratados. Concluiu-se que o extrato de Babaçu tem uma atividade efetiva para modular a atividade oxidativa dos fagócitos contra patógenos mesmo sendo aliado ao hormônio melatonina – conhecido pelo seu papel antioxidante. Foi observado o potencial antioxidante da melatonina na ausência do extrato vegetal. Observou-se ainda que o extrato vegetal foi capaz de aumentar a capacidade fagocítica das células. Essas características conferem á Orbignya martiana um eficiente potencial de nanomaterial imunomodulador aliado ao hormônio melatonina.

Palavras-chave: Orbignya martiana; fagócitos; imunomodulação.

Título: AVALIAÇÃO DO PROCESSO PARA IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA SAÚDE DO ADOLESCENTE EM UNIDADES DE SAÚDE

Orientador: SEBASTIAO HENRIQUE DUARTE JUNIOR

Autor(es):

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