Universidade federal de mato grosso caderno de resumos



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LUANA SILVA SANTANA


Resumo: As características presentes em um indivíduo emolduram sua “identidade”. Mas, assim que esse indivíduo começa a sofrer modificações intensas em seu comportamento ocorre o que Stuart Hall em “A identidade na pós-modernidade” (2003) chama de “crise de identidade”. Antes desse mal-estar em relação à identidade, ela era encarada como algo estável, presente em um sujeito unificado, portador de um “eu – coerente”. No entanto, as intensas modificações socioculturais e os declínios rompem com essa estabilidade. A descentralização ocorre quando o sujeito deixa de ser visto como unificado e este processe de deslocamento passou por cinco estágios. O primeiro foi com Karl Marx quando ele coloca no centro do sistema teórico as relações sociais, principalmente as vinculadas ao trabalho, ao invés da noção abstrata de homem no centro do sistema teórico. O segundo deslocamento se dá com Sigmund Freud e a psicanálise com a descoberta dos processos psíquicos e simbólicos do inconsciente.O terceiro com Ferdinand Saussure quando diz que não somos “autores” das afirmações que fazemos ou dos significados que expressamos na língua, ou seja, é a língua que nos fala e não nós quem falamos a língua. Em quarto lugar Michael Foucault aponta a “genealogia do sujeito moderno” em que o poder disciplinar está preocupado com a vigilância. E o quinto e último descentralizador do sujeito foi o impacto do feminismo que levou ao rompimento conceitual do sujeito cartesiano e sociológico. De uma maneira geral, a sensação de pertencer e de reconhecimento pela diferenciação ainda permanece, as identidades sociais são constituídas pelo ato de poder, pois é a partir dele que se afirma aquilo de dever ser exaltado ou repreendido.No presente trabalho apontamos para o estudo da mídia como uma das orientadoras nesse percurso de crise. Optamos pela análise do periódico Men’s Health e seu papel de coordenador, instrutor e avaliador das posturas masculinas na pós-modernidade buscando compreender as relações entre o público leitor, quem são e porque os são. Partimos de um embasamento teórico de autores como Stuart Hall (2003) e Michael Foucault para abordar tal tema e nos voltarmos ao objeto de análise. A capa do periódico Men’s Health, uma revista voltada para o público masculino a qual traz assuntos referentes ao cuidado com o corpo e saúde. Porém, diferente da maioria das revistas que são direcionadas a esse público a imagem principal não fica em função de modelos femininas com corpos esculturais, mas sim de um modelo masculino que exibe um corpo musculoso perfeitamente encaixado nos padrões de beleza masculinos contemporâneos.Os leitores desejam e ao mesmo tempo invejam ter o mesmo padrão estético dos homens exibidos nas capas e para isso é preciso seguir a risca as dicas e receitas contidas no periódico tornando assim, o corpo como também lugar de consumo, pois é preciso estar disposto a investir tanto de maneira física como financeira nessa tarefa.

Palavras-chave: Identidade masculina; Corpo; Mídia; Men’s Health

Título: CONCEPÇÃO DE FAMILIARES DE USUÁRIOS DA REDE DE SAÚDE MENTAL ACERCA DO PARADIGMA PSICOSSOCIAL.

Orientador: ALCINDO JOSÉ ROSA

Autor(es):

LINDCÉLIA CRISTINA DOS SANTOS


RAFAELLA HEIDEMANN DE JESUS

Resumo: Este projeto teve o objetivo de analisar a perspectiva de familiares dos usuários da rede de saúde mental do munícipio de Rondonópolis/MT acerca da atenção que recebiam e da reforma psiquiátrica. Participaram da pesquisa os familiares de usuários de sete instituições da rede de saúde mental, correspondendo a quatro instituições públicas, duas filantrópicas e uma conveniada. Os participantes foram escolhidos de modo aleatório, compondo amostra de 21 familiares de usuários, predominantemente do sexo feminino e com faixa etária entre 24 e 72 anos. As entrevistas realizadas aconteceram em local de preferência das pessoas que aceitaram participar da pesquisa e após ciência do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. O levantamento bibliográfico mostrou que a reforma psiquiátrica proporcionou grandes mudanças no que se refere à saúde mental e ao tratamento prestado àquele que está em sofrimento psíquico, permitindo a esse último e à sua família maior participação no atendimento oferecido pelos serviços de atenção à saúde mental. Nesse novo contexto, a família assume o papel de protagonista, tornando-se, por sua vez, o elo mais próximo que o usuário tem com sociedade. No entanto, os resultados apontaram que muitos entrevistados desconheciam o assunto tratado, o que obrigou entrevistador a realizar breve explicação sobre a reforma psiquiátrica. Após a explicação as pessoas construíram novas concepções acerca dos serviços que utilizavam. Portanto, considerando as diretrizes da Política Nacional de Saúde Mental, consideramos que os familiares dos usuários da rede de saúde mental não possuem informações básicas acerca dos próprios serviços que utilizam, resultando num importante prejuízo para que sejam protagonistas no tratamento do familiar com intenso sofrimento psíquico. Este fato contradiz os princípios do paradigma da atenção psicossocial e é recomendável que os serviços de saúde mental se esforcem para integrar os familiares ao cotidiano de suas práticas.

Palavras-chave: Reforma Psiquiátrica, atenção psicossocial, familiares de usuários dos serviços de saúde mental.

Título: CONCEPÇÃO DE VALOR DA PROPRIEDADE DA TERRA PARA ÍNDIOS E NÃO-ÍNDIOS DO PONTO DE VISTA DO DIREITO E DA ANTROPOLOGIA

Orientador: HIDELBERTO DE SOUSA RIBEIRO

Autor(es):

JOSÉ ELENILDO LEITE DANTAS


Resumo: O objetivo de nosso Projeto de Pesquisa foi discutir os impactos provocados pelo avanço das fazendas e a expansão do agroengócio na Reserva Indígena do Parque Nacional do Xingu e os fatores que levam o Estado brasileiro a ser conivente e até omisso em relação a esse processo uma vez que em sendo a terra indígena patrimônio da União esta deveria ser protegida e não é o que está acontecendo. O que se vê é uma apropriação capitalista de parte das terras do Parque, mostrando uma transgressão da Legislação Ambiental, degradando as áreas de reserva ecológica e de patrimônio cultural. A metodologia utilizada é qualitativa e transdisciplinar cuja finalidade era levantar dados junto a FUNAI a respeito das concessões de terras da reserva indígena, a fim de entender como os estudos sócio-antropológicos, sociológicos e o Direito entendem as contradições existentes entre valor de uso e valor de troca da terra e suas implicações sobre as terras do Parque, já que para os indígenas a terra não é concebida como mercadoria, isto é, como valor de troca. A problemática da pesquisa diz respeito à concepção de terra, isso porque para os indígenas a terra é vista como algo sentimental, afetivo, um território depositário de suas culturas e tradições, em que os limites de suas fronteiras são demarcados por símbolos que fazem parte de seus rituais, inclusive, os vários espaços onde realizam suas caças, como também os lugares onde estão enterrados seus parentes. Por outro lado, para os não índios a terras é vista como um objeto de compra e venda no mercado, objeto de exploração capitalista. Resultado, como os índios não possuem título de propriedade e o não índio vê as terras de reservas indígenas apenas do ponto de vista econômico, pela via capitalista, isso tem gerado conflitos envolvendo indígenas, empresários dos setores agropecuário, madeireiro, mineradoras, posseiros, grileiros e pistoleiros. Por esse motivo e pela dificuldade de impedir o avanço capitalista sobre suas terras, além das dificuldades de relacionamento com a cultura do não-índio é que suas terras estão sob a custódia da União, significando que embora sejam públicas não é usufruto de qualquer um. No entanto, com o avanço da fronteira, decorrência do agronegócio na Amazônia, a questão da posse e uso da terra pelos indígenas do Parque Nacional do Xingu, passa a ser objeto de contendas envolvendo questões jurídicas, políticas e culturais. Nesse contexto, o Supremo Tribunal Federal entende que terras indígenas devem ser preservadas e objeto de Soberania Nacional por questões histórico-culturais.

Palavras-chave: Xingu. Índios. Agronegócio. Conflitos

Título: CONDIÇÕES DE SAÚDE DE IDOSOS RESIDENTES EM INSTITUIÇÃO DE LONGA PERMANÊNCIA DE CUIABÁ-MT

Orientador: ROSEMEIRY CAPRIATA DE SOUZA AZEVEDO

Autor(es):

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