01 Palmeira-real-da-Austrália Archontophoenix cunninghamiana (H. Wendl.) H. Wendl.& Drude Arecaceae



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Planejamento Florestal e Ambiental do BVCC

01 Palmeira-real-da-Austrália

Archontophoenix cunninghamiana (H.Wendl.) H.Wendl.& Drude Arecaceae

Palmeira elegante e graciosa, com 15 a 20 metros de altura. Ornamental , originária do sul da Austrália. Já existem no Brasil experimentos na produção do palmito da palmeira-real, com sucesso.



02 Pata-de-vaca

Bauhinia candicans Benth. Fabaceae

Árvore pequena, até 6 meros de altura. Planta ornamental, nativa da América do Sul, utilizada na ararborização pública, em praças e jardins. A casca adstringente é utilizada na medicina popular no controle da diabete.



03 Eugenia

Eugenia sprengelii DC. Myrtaceae

Arbusto ornamental do sudeste do Brasil, muito empregado em paisagismo na criação de podas artísticas. Altura média de 02 a 05 metros. Produz saborosos frutos esféricos vermelhos comestíveis e apreciados pelos pássaros.



04 Pau-brasil, ibirapitanga

Caesalpinia echinata Lam. Fabaceae

Árvore que pode atingir até 10 metros de altura, crescimento lento, nativa na região do Amazonas a São Paulo. Era mais abundante na região litorânea de Pernambuco ao Rio de Janeiro. Hoje é utilizada como planta ornamental, embora, produza madeira de boa qualidade. Ficou mais conhecida por produzir um corante, a brasilina, que em contato com o ar, adquire a coloração carmesim. Este pigmento foi, por muito tempo utilizado no tingimento de tecidos. Apresenta o tronco e os ramos cobertos por acúleos.



05 Caliandra

Calliandra tweedii Benth. Fabaceae


Arbusto nativo da Mata Atlântica, de São Paulo ao Rio Grande do Sul. Aproximadamente 01 – 03 metros de altura. Cultivada como planta ornamental pela beleza dos longos estames vermelhos de suas flores pequenas corolas amareladas. Fornece madeira muito dura empregada para cabos de ferramentas.

06 Pinus, pinheiro-americano

Pinnus elliottii Engelm. Pinaceae

Pinheiro originário da América do Norte e Cuba, principalmente nos EUA. Largamente utilizado no Brasil para reflorestamentos na produção de papel e celulose, e, mais recentemente, para produção de madeira. Já é espontâneo no sul do Brasil.



07 Gerivá, coquinho

Syagrus romanzoffiana (Cham.) Glassman Arecaceae

Coqueiro ou palmeira muito comum na Floresta Atlântica das baixadas litorâneas. Pode atingir até 15 metros de altura. Ornamental, produz frutos comestíveis de polpa adocicada muito apreciada por várias espécie de animais.



08 Ipê-amarelo-do-brejo

Handroanthus umbellatus (Sond.) Mattos Bignoniaceae

Árvore característica da Mata Atlântica de encosta, de crescimento lento, onde ocorre preferencialmente nas planícies e várzeas e parcialmente encharcadas. As belas flores amarelas dão um efeito decorativo ornamental em parques e jardins. Sua madeira é de ótima qualidade, muito resistente.



09 Painera

Ceiba speciosa speciosa (A. St. –Hil.) Ravenna Malvaceae

Árvore de grande porte, comum na Mata Atlântica. Apresenta grandes acúleos no caule e ramos. As sementes são envoltas em filamentos sedosos denominados paina. A paina é utilizada no enchimento de almofadas e travesseiros. A planta que é ornamental fornece madeira branca e leve empregada na fabricação de canos, cochos, gamelas e tamancos. As sementes produzem óleo industrial e comestível. Seu bagaço ou torta serve de alimento para o gado.



10 Jacarandá-mimoso, jacarandá-caroba

Jacaranda mimosifolia D.Don. Bignoniaceae

Árvore frondosa com até 15 metros de altura e 40 centímetros de diâmetro, nativa na Mata Atlântica, Argentina e Bolívia. Utilizada na arborização pública, por ser muito ornamental e pela beleza de suas fores roxas ou azuis. Fornece madeira de baixa qualidade que não deve ser confundida com o jacarandá, de madeira nobre. Encontra-se ameaçada em seu habitat natural.



11Cafezeiro-do-mato

Casearia sylvestris Sw. Salicaceae

Árvore ou arbusto que ocorre na América do Sul em todo o estado de Santa Catarina. Popularmente o suco de suas folhas socadas e misturadas com álcool, é utilizado no tratamento local de picadas de cobra e, como febrífugo e depurativo.



12 Ingá-banana, quatro-quinas

Inga vera Willd. Fabaceae(Mimosoideae)

Arvoreta característica e exclusiva da Floresta Atlântica desde Minas Gerais até o Rio Grande do Sul. Ocorre nas matinhas litorâneas, bem como nas capoeiras e capoeirões das encosta úmidas e pouco íngrimes. A polpa que envolve as sementes de seus frutos é adocicada e muito agradável ao paladar. É ornamental e ideal para sombreamento de parques e jardins.



13 Capororoca-mirim

Rapanea ferruginea (Ruiz & Pav.) Mez Myrsinaceae

Arvoreta característica de formações secundárias como o estágio de capoeiras, aonde chega a ser uma espécie predominante. Ocorre em todo o país, mas preferencialmente na Floresta Atlântica. Indicada na arborização de praças jardins, pois seus frutos são avidamente consumidos por várias espécies de pássaros. A madeira é empregada em obras internas como esteios e deve ser tratada contra o ataque de brocas e cupins.



14 Jacatirão

Miconia cinnamomifolia (DC.) Naudin Melastomataceae

Planta ornamental característica da mata secundária da Floresta Atlântica. Pode formar povoamentos naturalmente homogêneos. Seus frutos são avidamente procurados pela avifauna.



15 Jambo-vermelho

Eugenia malaccensis L. Myrtaceae

Árvore muito ornamental por apresentar forma piramidal e floração abundante purpúrio-carmezin. No jardim botânico do Rio de Janeiro vegeta a Aléa dos Jambeiros. Seus frutos vermelhos carnosos e comestíveis ficam presos ao ramo da copada. Originária da Índia é hoje cultivada no mundo inteiro como frutífera.



16 Jambolão

Syzygium cumini (L.) Skeels Myrtaceae

Planta tropical de ampla distribuição. É uma árvore grande, muito ornamental, cultivada para sombreamento. Produz frutos comestíveis apreciados pelo homem e pelos pássaros. Sua madeira é boa para confecção de ramos e em obras internas.



17 Croton-de-jardim

Codiaeum variegatum (L.) Blume Euphorbiaceae

Arbusto de folhas muito variadas, de origem exótica, das Índias Orientais, amplamente difundida como planta ornamental.




18 Ócna

Ochna serrulata Walp. Ochnaceae

Arbusto ornamental proveniente da África do Sul. Florece na primavera com pequenas e exóticas formas vermelhas com apêndices carnosos.



19 Hibiscus, cerca-viva, mimo-de-vênus

Hibiscus rosa-sinensis L. Malvaceae

Arbusto com flores vistosas vermelhas ou amarelas utilizado como planta ornamental e cerca viva. Originária da Ásia tropical, se propaga por estaquia com grande facilidade.



20 Azaléia

Rhododendron simsii Planch Ericaceae

Planta arbustiva e originária da China, e cultivada como ornamental, em todo mundo. Das mais de 900 variedades existentes no mundo, no Brasil são cultivadas cerca de 20 variedades com flore que vão do vermelho ao branco.



21 Manacá-do-mato, manacá-da-serra

Tibouchina mutabilis Meyen Melastomataceae

Arvoreta muito freqüente na Floresta Secundária da Serra do Mar que vai desde o Rio de Janeiro até Santa Catarina. Floresce duas vezes ao ano, no primeiro dia, a flor é branca, passando a violácea e roxo escuro nos dias seguintes. É muito ornamental. Sua floração encobre as folhas tornando-as ocultas. A casca serve para o curtume.



22 Grevílea-gigante, grevilha

Grevillea robusta A. Cunn. ex R. Br. Proteaceae

Planta originária da Austrália, espontânea. Trata-se de árvore de rápido crescimento, podendo atingir 30 metros de altura. É muito ornamental, utilizada em arborização pública, parques e jardins. Produz madeira castanha-clara. Maior planta do gênero Robusta.



23 Bananeira

Musa paradisiaca L. Musaceae

Planta herbáceo-arborescente produtora dos frutos comestíveis de importância comercial no mundo inteiro. Tem sua origem na Ásia tropical. Existem inúmeras receitas medicinais no controle à diarréia e nefrites. Pode-se obter do fruto, sub-produtos como: pasta, fécula, açúcar, líquido vinoso, aguardente, cerveja, licor, cidra, whisky, vinagre,etc. O pseudo-caule é utilizado como forragem de bovinos.



24 Goiabeira

Psidium guajava L. Myrtaceae

Arvoreta exclusiva da Floresta Atlântica desde o Rio de Janeiro até o Rio Grande do Sul. Ocorre de maneira espontânea em todo o Brasil nas formações vegetais abertas de solos úmidos. Seus frutos comestíveis são disseminados pelas aves e pelos mamíferos. É amplamente cultivada em pomares domésticos e em plantações comerciais. Suas folhas são adstringentes, a madeira é empregada para esteios e cabos de ferramentas.



25 Camboatá-vermelho

Cupania vernalis Cambess. Sapindaceae

Árvore que ocorre em quase todas as formações vegetais da Mata Atlântica e da Floresta da Bacia do Paraná. Fornece madeira própria para obras internas e carpintaria. Utilizada como lenha e carvão. Da casca obtem-se o tanido. Suas flores são melíferas.



26 Bisnagueira, espatódia

Spathodea campanulata P. Beauv. Bignoniaceae

Árvore alta originária da África Tropical. É ornamental e cultivada em todas as partes quentes do Brasil, pela sua densa folhagem e vistosas flores de cor laranja-avermelhada.



27 Guamirim-branco

Myrceugenia kleinii D.Legrand & Kausel Myrtaceae

Árvore que produz larga sombra. Seus frutos são apreciados pela avifauna. Natural da Floresta Atlântica das terras baixas. Floresce de agosto a outubro. Sua madeira é própria para o taboado de obras internas. Planta Apícola.



28 Aroeira-do-campo, aroeira-vermelha

Schinus terebinthifolius Raddi Anacardiaceae

Planta de Mata Atlântica, encontrada desde a Bahia até o Rio Grande do Sul. Arbusto de 2 a 3 metros de altura, às vezes arborescente,(de 7 a 8 metros). Produz madeira utilizada para esteios, moirões, lenha e carvão. Embora sua casca seja utilizada na medicina popular, seu uso deve ser evitado por ser muito tóxica. Possui dezenas de variedades. As sementes produzem essência com as mesmas propriedades da terebintina.



29 Palmiteiro

Euterpe edulis Mart. Arecaceae

Palmeira do sub-bosque da Floresta Atlântica. A madeira do estipe é empregada em construções rurais como ripas e caibros. O palmito é consumido como requintado alimento de conserva. Seus frutos são apreciados pela avifauna.



30 Cambuí, Pedra-ume-cáa

Myrcia multiflora (Lam.) DC. Myrtaceae

Arbusto ou arvoreta que ocorre na Floresta Atlântica de encosta de onde é nativa. É muito abundante no sub-bosque de matas secundárias. Fornece madeira para lenha e seus frutos são comestíveis.



31 Casuarina, cavalina, chorão

Casuarina equisetifolia L. Casuarinaceae

Árvore de grande porte originária da Austrália. Cultivada como planta ornamental e obstáculo aos ventos constantes que comprometem as lavouras do sul do país. Produz madeira resistente para obras expostas ao tempo, para celulose e carvão.



32 Chuva-de-ouro, aleluia, pau-fava

Cassia fistula L. Fabaceae(Caesalpinioideae)

Árvore de caule ereto, de até 15 metros de altura, casca grossa, lisa, cinzento-esverdeada ou pálida quando jovem e pardo-escura quando adulta. Originária da Ásia, cultivada como ornamental. Flores amarelo-ouro dispostas em cachos pendurados. Apresenta o fruto como vagem cilíndrica, lisa e lenhosa.



33 Leiteiro, leiteira

Peschiera fuchsiaefolia Miers. Apocynaceae

Planta lactescente encontrada na floresta semidescídua desde o Rio de Janeiro até o norte do Paraná. Sua madeira é de baixa resistência. Apresenta qualidades ornamentais, pela forma de sua copa e floração intensa de cor branca. Seus frutos são avidamente procurados pelos pássaros.



34 Amoreira-preta

Morus nigra L. Moraceae

Planta originária da Pérsia e cultivada em todo mundo como alimento para o bicho-da-seda(Bombis-mori). São árvores que fornecem madeira para marcenaria e taboaria. A amora preta é fruto ácido, adstringente e agradável, utilizado para geléias e como xarope no combate à faringite e infecções na boca.



35 Caroba, carova

Jacaranda puberula Cham. Bignoniaceae

Arvoreta ornamental que floresce em cachos violáceos. Nativa da Floresta Atlântica. Sua madeira indicada para obras internas, não é resistente às intempéries. Planta decídua, ocorre tanto no interior da mata como em formações abertas da mata secundária. Devido ao seu porte médio, presta-se à urbanização urbana sob linhas elétricas. Contém a carobina, princípio ativo anti-inflamatório.



36 Eritrina, facãozinho, mulungú

Erythrina speciosa Andrews Fabaceae(Faboideae)

Arvoreta retorcida e espinhenta. Ocorre naturalmente na Floresta Atlântica desde o Espírito Santo até Santa Catarina, em terrenos úmidos. Sua inflorescência vermelha imita pequenos facõezinhos. Floresce de julho à setembro com a planta completamente despida de folhas. Seu crescimento é rápido sendo indicada para o plantio em áreas degradadas.



37 Vacum-mirim, chal-chal

Allophylus edulis (A. St. –Hil., Cambess. & A. Juss.) Radlk. Sapindaceae

Árvore nativa na Floresta Atlântica. Prefere terrenos pantanosos, podendo atingir 10 metros de altura e 30 centímetros de diâmetro. Fornece madeira amarela utilizada em marcenaria, como moirões, para lenha e carvão. Os frutos são comestíveis, doces e de agradável sabor. Os índios sul-americanos, do Peru à Argentina utilizam os frutos para fazer uma bebida alcoólica denominada “chicha”.



38 Tajuba, tajuva

Maclura tinctoria (L.) Don ex Steud. Moraceae

Árvore frondosa diótica e espinhosa ocorre em todo país em várias formações vegetais, exceto na Floresta de Pinhais. A madeira nobre e muito resistente é indicada para obras externas e movelaria e luxo. Fornece ótima sombra. Os frutos da planta feminina são disseminados pela avifauna. É mais frequente em terrenos alivionais de formações secundárias, sendo atualmente bastante rara e cobiçada. Quando ferida exsuda látex amarelado (mancha carro), utilizado na medicina popular no alívio de dor de dente.



39 Astrapéa

Dombeya wallichii (Lindl.) K. Schum. Malvaceae

Arvoreta ornamental muito cultivada como apícola para os meses de inverno. Originária da África e introduzida no Brasil há 70 anos.



40 Pau-formiga

Triplaris brasiliana Cham. Polygonaceae

Árvore dióica nativa nas matas ciliares ou de galerias dos estados de São Paulo (oeste) e Mato Grosso, a planta feminina produz inflorescências vermelhas, sendo muito utilizada no paisagismo. Sua madeira é leve e moderamente durável quando protegida. Floresce de agosto a setembro.



41 Nespereira, ameixeira

Eriobotrya japonica (Thund.) Lindl. Rosaceae

Árvore frutífera originária do Japão e da China. É espontânea e cultivada em todo Brasil pelos seus saboros frutos e como planta ornamental. Ocorre de forma sub-espontanea no Brasil.



42 Tanheiro

Alchornea triplinervia (Spreng.) M. Arg. Euphorbiaceae

Árvore frondoso oportunista, característica da vegetação secundária da Mata Atlântica. Produz madeira mole pouco durável, utilizada para caixotaria.



43 Palmeira-de-leque

Levistonia chinensis (Jacq.)R.Br. ex Mart. Arecaceae

Palmeira ornamental que atinge até seis metros de altura. Originária da China. Produz frutos que vem sendo disseminados pelos pássaros espontaneamente nas nossas matas.



44 Eucalipto

Eucalyptus sp. Myrtaceae

Por esse nome são conhecidas mais de 400 espécies deste importante gênero das mirtáceas. Suas múltiplas e preciosas qualidades, fizeram com que todas as partes do mundo fossem buscar no seu habitat de origem, restrito à Austrália e Tasmânia, essas variadíssimas árvores aromáticas. Sua capacidade de adaptação possibilita o seu crescimento nos mais diversos solos e nas mais opostas latitudes e longitudes. Suas propriedades vão desde matéria bruta para papel e celulose, queima energética, material estrutural para construções, até essências aromáticas.



45 Gabiroba, guabirobeira

Campomanesia reitziana D. Legrand Myrtaceae

Árvore característica da Floresta Atlântica de encosta. Ocorre principalmente nas formações secundárias avançadas. Seus frutos comestíveis são muito apreciados pelas comunidades rurais. Seu tronco fornece boa lenha. É indicada para o paisagismo em geral. Trata-se de bagueira para a avifauna e mastofauna. As folhas enrrugadas são as características típicas para o seu reconhecimento.



46 Araribá-amarelo

Centrolobium robustum (Vell.) Mart. ex Benth. Fabaceae(Faboideae)

Árvore de grande porte. Fornece madeira de cerne amarelo-claro com grandes veias vermelhas, própria para obras manuais e marcenaria de luxo. Sua lenha produz chama intensa e pouca fumaça, apreciada para fachos pelos pescadores. Ocorre naturalmente na Floresta Atlântica desde a Bahia até o Paraná.



47 Pimenteira, capixim

Mollinedia calodonta Perkins Monimiaceae

Arbusto característico do sub-bosque de matas primárias da Floresta Atlântica, família de dispersão pan-tropical e pan-sub-tropical. Floresce na primavera e merece estudo bioquímico aprofundado.



48 Figueira-branca

Ficus insipida Willd. Moraceae

Árvore frondosa que ocorre principalmente na Floresta Atlântica desde Goiás até Santa Catarina. Fornece madeira pouco resistente de baixa durabilidade natural, indica para miolos de portas e caixaria leve . Seus frutos são consumidos por morcegos e outras espécies da fauna. Indicada para recuperação de áreas ciliares degradadas.



49 Catiguá-morcego, Pau-de-arco

Guarea macrophylla Vahl Meliaceae

Arvoreta do sub-bosque da Mata Atlântica. Sua madeira é altamente flexível e utilizada para confecção de instrumentos têxteis e agrícolas. De sua casca extraem-se substâncias com propriedades purgativas, abortivas e anti-sifilíticas. Estas substâncias em grandes concentrações são extremamente tóxicas.



50 Pela-cavalo, mata-coelho

Sapium glandulatum (L.) Morong Euphorbiaceae

Planta característica da Floresta de Araucária do Planalto do sul do Brasil, apresentando também vasta dispersão na Floresta Atlântica. Trata-se de espécie freqüente no sistema secundário de vegetação. Produz látex exudante altamente cáustico quando em contato com os olhos e, de baixa qualidade na fabricação da borracha. A madeira pode ser aproveitada apenas para lenha e carvão, por ser mole e muito sujeita ao caruncho.



51 Grandiúva-d’anta

Psychotria laciniata Vell. Rubiaceae

Arbusto característico e exclusivo da Floresta Atlântica do sul do Brasil. Ocorre no interior da mata original de encosta, desenvolvendo-se no estrato arbustivo. Planta ornamental que forma uma pequena árvore graciosa. Produz flores coroadas pelas pétalas.



52 Guarapuruna, guaraponga

Marlieria tomentosa Cambess. Myrtaceae

Arbusto que fornece madeira branca firme e revessa, indicada para obras internas, cabos de ferramentas e instrumento agrícolas. Produz lenha e carvão. A casca é adstringente e útil no tratamento das disenterias e diarréias. Os frutos são comestíveis e saborosos.



53 Pau-ferro, imira-itá

Caesalpinia ferrea Mart. ex Tul. Fabaceae

Árvore originária da Floresta Atlântica, com casca lisa e fina que se renova anualmente. É ornamental e apresenta madeira de lei duríssima e muito pesada.



54 Quaresmeira

Tibouchina granulosa (Desr.)Cogn. Melastomataceae

Arvoreta característica na vegetação secundária da Mata Atlântica. Produz madeira leve e empregada para uso interno. Planta muito ornamental, principalmente quando em floração.



55 Cupiúva

Tapirira guianenesis Aubl. Anacardiaceae

Árvore característica e exclusiva da Mata Atlântica. Sua madeira é utilizada em taboados e vigias internas, para marcenaria e móveis. Sua casca tintorial carmim é empregada no tingimento.



56 Dilênia, Castanha-da-Índia

Dillenia indica L. Dilleniaceae

Árvore ornamental muito empregada no embelezamento de praças e jardins. Originária da Índia. Seus frutos cozidos são comestíveis, a madeira serve para taboados de construção naval. Costumava-se contrabandear moedas de ouro dentro do fruto maduro. O ouro era colocado na floração dentro do receptáculo, a medida em que o fruto amadurecia envolvia as moedas escondendo-as com segurança.



57 Flamboyant

Delonix regia (Bojer ex Hook.) Raf Fabaceae(Caesalpinioideae)

Árvore com até 15 metros de altura, exótica, espontânea, originária de Madagascar. Empregada como planta ornamental em praças e jardins por suas belas flores e seu amplo engalhamento. Imprópria para arborização pública por seu hábito de imprimir raózes superficiais de grande porte. Seus frutos abrem-se com forte estalido nos dias quentes e secos.



58 Sibipiruna

Cesalpinia pluviosa DC. Fabaceae(Caesalpinioideae)

Planta semidecídua, característica da Floresta Atlântica. Produz anualmente grande quantidade de sementes viáveis. É ornamental por excelência, sendo uma das essências nativas mais cultivadas para arborização urbana no centro-sul do Brasil.



59 Figueira-folha-miúda, mata-pau

Ficus organensis (Miq.) Miq. Moraceae

Árvore de porte avantajado, que abriga uma rica flora epífita. Produz frutos comestíveis muito apreciados pela avifauna. Natural da Floresta Atlântica.



60 Ipê-amarelo

Handroanthus chrysotrichus (Mat. Ex A. DC.) Mattos Bignoniaceae

Árvore de casca espessa, nativa da Mata Atlântica. É muito ornamental e flolresce antes da refoliação. Produz madeira castanho-oliva ou castanho-avermelhada com listras escuras utilizada em vigamentos, pontes, tanoaria e na confecção de bengalas. Sua casca adstringente tem uso na medicina popular.



61 Guarapuvú, guapuruvú

Schizolobium parahyba (Vell.) Blake Fabaceae(Caesalpinioideae)

Ocorrre na Floresta Atlântica desde a Bahia até Santa Catarina. Árvore frondosa de rápido crescimento, principalmente nas formações pioneiras do sistema secundário. Fornece madeira muito leve e utilizada na fabricação de antigas canoas de um só tronco. Seus ramos delgados e leves são indicados para confecção de pequenas gaiolas de aves.



62 Corticeira-da-serra, canivete

Erythrina falcata Benth. Fabaceae (Faboideae)

Árvore frondosa espinhenta que produz belíssimas inflorescências laranja-avermelhadas, que fornecem bom néctar para periquitos e papagaios. Ocorre naturalmente desde Minas Gerais até o Rio Grande do Sul. Muito útil para o paisagismo. É cosmopolita pois adapta-se tanto na floresta quanto em formações secundárias abertas. Floresce de junho a novembro quando aparecem também as primeiras folhas novas. Madeira leve e de baixa durabilidade quando exposta.



63 Bambú-açú

Bambusa vulgaris Schrad. ex J.C. Wendl. Poaceae

Planta ornamental, exótica, originária da Ásia, seu aproveitamento vai desde a polpa para papel e celulose até o fabrico de diversos instrumentos e ferramentas. Seus brotos são comestíveis.



64 Chambaca, bagueira

Michelia champaca L. Magnoliaceae

Árvore que pode atingir grande porte, originária da Índia e espontânea no Brasil. Ornamental, semi-decídua, de rápido crescimento, com flores amarelas agradavelmente perfumadas. Suas sementes são apreciadas pelos pássaros, especialmente os sabiás.



65 Farinha-seca

Machaerium stipitatum (DC.)Vogel Fabaceace (Palpilionoideae)

Árvore encontrada desde o Rio de Janeiro até o Rio Grande do Sul, principalmente em formações secundárias. Planta ornamental, indicada para sombrear parques e jardins. A madeira é resistente e própria para a fabricação de vigas e caibros, peças recurvadas e tonéis.


66 Jambo-branco

Syzygium jambos (L.) Alston Myrtaceae

Árvore ornamental originária da Ásia tropical, cultivada graças às suas flores vistosas em forma de escovinha, seus frutos são comestíveis, a árvore serve de quebra-vento, a casca é adstringente e as flores são apícolas.



67 Costela-de Adão, banana-do-mato

Monstera deliciosa Liebm. Araceae

Planta terrestre ou ascendente quando apoiada em suporte. Originária do México e cultivada como ornamental nos jardins de todo o Brasil, bem como de todo mundo. Produz frutos comestíveis que travam na boca. Toda a planta tem a altura igual à largura.



68 Jacarandá

Platymiscium floribundum Vog. Fabaceae (Faboideae)

Árvore de grande porte que ocorre desde o Rio de Janeiro até Santa Catarina, na Mata Atlântica. A madeira é apropriada para marcenaria fina, para peças torneadas e cabos de peças de cutelaria. É planta ornamental.



69 Areca-bambú

Dypsis lutescens (H.Wendl.) Beentje & J.Dransf. Arecaceae

Palmeira ornamental por excelência, de origem Africana, endêmica na ilha de Madagascar. Floresce de outubro a março e é amplamente cultivada nos parques e jardins de ambiente de clima quente.



70 Camboatá-branco

Matayba guianensis Aubl. Sapindaceae

Árvore frondosa, mais comumente encontrada nas formações secundárias avançadas do centro-oeste brasileiro, de onde é nativa. Fornece madeira branca pouco resistente indicada para obras de marcenaria interna.



71 Canela-amarela

Nectandra lanceolata Nees Lauraceae

Árvore que apresenta saliências típicas na sua casca. Espécie da Floresta Atlântica de encosta. Começa a surgir como muda no estágio de vegetação secundária avançada. Fornece madeira de qualidade dura. Seus frutos pequenos, carnosos e abundantes são apreciados pela avifauna.



72 Laranjeira-comum

Citrus sinensis (L.) Osbeck Rutaceae

Árvore pequena e frutífera, natural da China. Cultivada comercialmente por todos os países de clima quente, e difundida internacionalmente. Cultivada pelos chineses a mais de 2.000 A . C . , foi introduzida nas américas por Cristóvão Colombo. Na farmacopéia é tida como um dos melhores calmantes. Seu óleo essencial é muito empregado na perfumaria.



73 Tungue

Aleurites fordii Hemsl. Euphorbiaceae

Arvoreta ornamental de crescimento rápido. É caduca no inverno, originária da China e norte da Índia, suas castanhas produzem o Tungue, óleo fino muito utilizado no fabrico de tintas, resistentes à ação d’água. O mesmo óleo entra na composição de isolantes elétricos. O estado de São Paulo cultivou grandes extensões desta planta, para fins industriais.



74 Sobraje, sucrajuva

Colubrina glandulosa Perk. Rhamnaceae

Árvore de tronco ereto em forma de poste. Ocorre naturalmente desde o Ceará até o Rio Grande do Sul, na Floresta Atlântica. Fornece madeira pesada, dura e resistente, empregada em reflorestamentos tradicionais dos colonos do sul do Brasil. Sua madeira é própria para construção civil de caibros, vigas e barrotes, bem como portões e cercas rurais.



75 Tucaneiro

Cytharexyllum myrianthum Cham. Verbenaceae

Árvore característica da Floresta Atlântica desde a Bahia até o Rio Grande do Sul. Ocorre preferencialmente nos terrenos úmidos das formações secundárias abertas, sendo rara no interior da floresta densa. É planta decídua ou caduca, suas flores são melíferas e seus frutos são avidamente procurados por pássaros. Produz madeira macia e de baixa qualidade.



76 Cinamomo

Melia azedarach L. Meliaceae

Árvore originária da Índia e da Pérsia, podendo atingir 20 metros de altura. Cultivada como planta ornamental, embora forneça madeira boa de larga aplicação. A planta cortada rebrota com facilidade reproduzindo-se também por estaquia. É espontânea em todos os ambientes do Brasil.



77 Tannenbaum, pinheiro-de-Norfolk

Araucaria excelsa (Lamb.) R. Br. Araucariaceae

Árvore dióica que pode atingir até 70 metros de altura. Ornamental, possui de 6 a 9 ramos verticilados, com ramos inferiores, sempre inclinados. Originária da Austrália, é utilizada como árvore de natal. Quando cortada, seu tronco rebrota produzindo até 5 mudas.



78 pitanga, pitangueira

Eugenia uniflora L. Myrtaceae

Arvoreta nativa, encontrada desde as Guianas até São Paulo, cultivada como planta frutífera. Seus frutos vermelho-escuros são ácidos, comestíveis e de perfume agradável, empregados no preparo de doces e geléias.



79 Uva-japonesa, tripa-de-galinha

Hovenia dulcis Thunb. Rhamnaceae

Árvore originária da China e do Japão, muito cultivada no estado de Santa Catarina onde passou a ser espontânea nas associações secundárias. Fornece madeira escuro-avermelhada, própria para vigamento, tornearia, etc. A casca é útil no combate à infecções intestinais. O pendúnculo do fruto, entumescido, é comestível e de sabor idêntica à pêra.



80 Gabiroba-do-mato, guabiroba

Campomanesia xanthocarpa (Mart.) O. Berg. Myrtaceae

Planta nativa na Mata Atlântica. Fornece madeira branca bastante resistente utilizada para cabos de ferramentas e em instrumentos musicais. Sua lenha é empregada na torrefação da erva-mate, por responder um aroma agradável. Seus frutos glabros são comestíveis. Suas folhas adstringentes, quando cozidas , são anti-diarréicas. Suas flores são melíferas.



81 Nogueira, noz-pecã

Carya ilinoensis K. Junglandaceae

Árvore produtora de nozes comestíveis na América do Norte, de onde é originária, bem como no sul do Brasil e é cultivada para fins comerciais. Muito freqüente em nossos quintais. Sabe-se que para o sucesso da colheita, devem ser plantados diversos indivíduos próximos uns dos outros.



82 Bambú-metaque

Bambusa metake Sieb. ex. Miq. Poaceae

Herbácea semi-lenhosa natural do Japão, largamente cultivada para paisagismo. Plantada contornando rumos, cercas e muros. De rápido crescimento torna-se incômoda se não controlada e suporta bem o frio.



83 Pinheiro-do-brejo, cipreste-calvo

Taxodium distichum (L.) Richard Taxodiaceae

Árvore de copa piramidal e folhagem caduca ou decídua. Nativa do sudeste da América do Norte e cultivada nos países de clima temperado e quente. Tem propriedades ornamentais e fornece madeira com possibilidades econômicas. Desenvolve pneumatófaros nas raízes, principalmente quando cultivada em áreas brejosas.




84 Licurana

Hyeronima alchorneoides Allemão Phyllanthaceae

Árvore característica na mata secundária da Floresta Atlântica. Fornece madeira para a construção civil, confecção de caibros, vigas,esteios e pranchões. Suporta bem a água, mesmo salgada, é planta ornamental.



85 Araucária-da-Austrália, búnia-búnia

Araucaria bidwillii Hook. Araucariaceae

Árvore dióica, originária da Austrália. Utilizada como planta ornamental e em reflorestamento para a produção de madeira ou de vibras para papel e celulose. Apresenta heterofolia característica, com folhas pequenas intercaladas com folhas aciculares normais.



86 Grandiúva, crindiúva

Trema micrantha (L.) Blume Cannabaceae

Planta encontrada em toda a América do Sul, América Central e México. Vai de arbusto à árvore com até 18 metros de altura e 50cm de diâmetro. Fornece madeira boa para lenha e para carvão. Sua capa produz fibras utilizadas para confecção de cordas e tecidos rústicos. É planta melífera e os frutos são comestíveis para os animais domésticos.



87 Caxeta, peroba-d’água

Psychotria longipes M. Arg. Rubiaceae

Arvoreta da região secundária da Floresta Atlântica. Indica para recuperação de áreas degradadas, pelo seu rápido crescimento e densa folhagem. Produz anualmente frutos que são muito procurados pelos pássaros.



88 Canela-de-cheiro

Aniba firmula (Ness & Mart. ex Ness) Mez Lauraceae

Árvore mediana de tronco reto cilíndrico com casca cinzenta. Sua madeira é amarela e exala um cheiro agradável e característico. Trata-se de uma espécie natural da Floresta Atlântica de Encosta. Em Santa Catarina é encontrada até o alto Vale do Itajaí entre 20 a 750 metros acima do nível do mar. Fornece madeira para a construção civil em geral.



89 Ligustro, alfeneiro

Ligustrum vulgare L. Oleaceae

Planta originária da Europa e muito cultivada como ornamental na arborização pública em praças e jardins. Vai de arbusto à árvore em flores brancas perfumadas e melíferas. Os frutos são comestíveis para os pássaros. Apresenta folhas inteiras e elípticas.


91 Amendoeira-da-praia, chapéu-de-sol

Terminalia catappa L. Combretaceae

Espécie exótica originária das Índias Orientais. No Brasil foi introduzida para o cultivo em praças e avenidas. É comum ao longo das praias onde nasce espontaneamente sob a árvore mãe.



92 Escovinha, penacheiro

Callistemon salignus Dc. Myrtaceae

Espécie exótica originária da Austrália. É espontânea e utilizada como planta ornamental. Arbusto de folhagem densa. Produz madeira das mais duras conhecidas. Flores amarelo-avermelhadas, dispostas em espigas na forma de escova ou penacho. Floresce nos meses de setembro e outubro.



93 Cipreste-tuia, pinheiro-do-Canadá

Thuya occidentalis L. Cupressaceae

Árvore ornamental originária da América do Norte, pode atingir de 15 a 20 metros. Apresenta ramos horizontais e curtos em caule geralmente contorcido e inclinado. Os ramos novos são utilizados popularmente como diurético e anti-sifilítico. Sua tintura alcoólica é utilizada para destruir verrugas.



94 Extremosa, minerva-dos-jardins

Lagestroemia indica L. Lythraceae

Árvore pequena ornamental originária da China, introduzida na Europa em meados do século XVIII. No Brasil é cultivada como ornamental desde os tempos coloniais. Na medicina popular, utiliza-se a casca, folhas e flores como purgativo.



95 Leiteiro-vermelho

Euphorbia cotinifolia L. Euphorbiaceae

Arbusto grande lenhoso, natura da América Central e norte da América do Sul. Exsuda leite tóxico rubifaceante.



96 Árvore-da-goma-elástica

Ficus elastica Roxb. Moraceae

Árvore exuberante atingindo até 30 metros de altura, produz com freqüência notáveis raízes aéreas. Sua madeira é própria para marcenaria e carpintaria. O látex extraído da casca produz a “borracha de assan”. Ornamental e boa de sombreira. Originária da Ásia tropical e Malásia.


97 Cedro

Cedrela fissilis Vell. Meliaceae

Árvore característica e exclusiva d a Floresta Atlântica, desde o Rio Grande do Sul até Minas Gerais, fornece madeira leve, resistente e estrutural. Indicada para ornamento de praças e parques.



98 Primavera, três-marias

Bougainvillea spectabilis Willd. Nyctaginaceae

Planta nativa da Bahia até o Paraná, de porte variável de arbustiva à arbórea. Cultivada como planta ornamental pela beleza das brácteas protetoras de suas pequenas flores, que se encontram reunidas 3 a 3. As diferentes cores das brácteas caracterizam suas muitas variedades.



99 Cuningamia

Cunninghamia lanceolata (Lamb.) Hooker Cupressaceae

Árvore de copa pyramidal, é natural do sul e centro da China, considerada um fóssil vivo, pode atingir até 50 metros de altura. Seu porte contribui para o paisagismo, sendo freqüentemente utilizada como pinheirinho-de-natal. Apresenta bom crescimento e incremento lenhoso nos reflorestamentos.



100 Canafístula-rosa

Cassia grandis L. f Fabaceae(Caesalpinioideae)

Árvore de copa larga, freqüente na mata de cordilheira, desde o México até o Paraguai. Indicada para arborização urbana, suas flores são apícolas, da polpa de sua vagem faz-se um laxante. A semente pode substituir o café. A madeira é forte mas não tem durabilidade, a casca é usada no curtimento.



101 Ipê-roxo, sete-folhas

Handrohanthus heptaphyllus (Vell.) Mattos Bignoniaceae

Originário da Floresta Atlântica desde o sul da Bahia até São Paulo. Madeira pesada, duríssima e indefinidamente durável sob quaisquer condições. Indicada para quilhas de embarcações. Especial para o paisagismo e recuperação de áreas degradadas.



102 Coqueiro-da-Bahia

Cocus nucifera L. Arecaceae

Palmeira encontrada em todo o litoral do Brasil e da América Central. Sua origem, segundo alguns autores é das ilhas do Pacífico. Outros consideram-na da América Central. Foi levada à África pelos portugueses,m seus frutos fornecem alimentação e óleo muito utilizado na medicina popular, na indústria de perfumes e de cobertura de casas, fabricação de esteiras, balaios e própria para madeira de assoalho.



103 Camélia

Camellia japonica L. Theaceae

Arvoreta muito ornamental, que floresce até 6 meses durante o ano. Sua origem é japonesa. Foi durante décadas a flor da moda. É sem dúvida uma planta que sofreu muitos cruzamentos artificiais, visto a variedade encontrada no mundo inteiro. Em alguns lugares da Ásia, as folhas substituem o chá da Índia.



104 Iuca

Yucca sp. Asparagaceae

Arbusto originário do México. É bem empregado como ornamental, cultivado em cantos isolados e florescendo em densos cachos brancos.



105 Tamareira-anã

Phoenix roebelinii O’Brien Arecaceae

Palmeira do Vietnã do Sul e da Índia. É uma das palmeiras ornamentais mais cultivadas no Brasil. Produz frutos muito apreciados pelos pássaros e pelas aves.



106 Palmeira-rabo-de-peixe

Caryota urens L. Arecaceae

Planta ornamental, originária da Índia. Fornece madeira dura fácil de lascar. Produz uma espécie de sagu em seu cerne. Sua seiva fornece bebida resinosa e refrigerante que fermentada dá uma bebida alcoólica denominada “toddy”. As folhas produzem fibras utilizadas na fabricação de cordas resistentes.



107 Tamareira-das-canárias

Phoenix canariensis Hort. ex Chabaud Arecaceae

Originária das Ilhas Canárias, pode atingir até 13 metros de altura. É a mais robusta de todas as tamareiras. Suporta bem o calor e o frio. Cultivada em todo mundo. Fornece boa sombra, sendo indicada para o paisagismo urbano das avenidas litorâneas.



108 Ixora-vermelha, flor-de-coral

Ixora coccinea L. Rubiaceae

Arbusto denso de pequenas flores vermelhas. Planta nativa da Índia e no Ceilão. Introduzida no Brasil há pelo menos um século como planta ornamental. Nos seus países de origem é tida como medicinal, no tratamento de úlceras e diarréias. É muito comum nos nossos jardins, conservando-se em flor durante vários meses em cada ano.



109 Ingá-macaco, ingá-de-ferradura

Inga sessilis (Vell.) Mart. Fabaceae(Mimosoideae)

Árvore característica da Floresta Atlântica de encosta em Santa Catarina. Prefere os terrenos úmidos das baixadas. Indicada na recuperação de áreas degradadas por se tratar de leguminosa fixadora de nitrogênio. É ornamental e produz frutos comestíveis muito procurados pelos macacos das nossas matas. Sua madeira é de qualidade, própria para o tabuado, forro e carvão. A casca é utilizada no curtume.



110 Ingá-feijão

Inga marginata Willdenow Fabaceae(Mimosoideae)

Árvore de porte mediano, copa larga e densa, produz frutos em vagens que se parecem com feijão. A polpa comestível das sementes entra na composição de bebida refrigerante caseira. Floresce em vistosos e brancos cachos, de março até maio natura da Floresta Atlântica de encosta. É indicada no plantio em áreas degradadas como fixadora de nitrogênio. Sua madeira serve para obras externas, lenha e carvão.



111 Pau-fava, aleluia

Senna macrathera (DG. ex Collad.)H.S. Irwin&Barneby Fabaceae(Caesalpinioideaae)

É originaria da mata de cerrado do planalto do Brasil. Aparece com mais freqüência nas formações secundárias. A árvore é extremamente ornamental quando em flor, seu porte pequeno facilita seu emprego no paisagismo, em ruas estreitas e sob redes elétricas. Sua madeira é empregada somente para uso interno.



112 Cafezeiro- café

Coffea arabica L. Rubiaceae

Arvoreta originária da África. Seus frutos secos, torrados, são a matéria prima para o café me pó. Diversas variedades são cultivadas para a produção do café.



113 Cincho, soroco, garapicica

Sorocea bonplandii (Baill.) W.C.Burger,Lanjouw & Boer Moraceae

Arvoreta do sub-bosque da Floresta Atlântica. Planta dióica. Fornece madeira branca, forte e flexível, utilizada na confecção de cabos de ferramentas. A casca exsuda látex venenoso. Seus frutos são apreciados pela avifauna.



114 Anona

Rollinia longifolia A. St. Hil. Annonaceae

Frutífera ornamental originária da Floresta Atlântica, desde Minas Gerais até o Rio de Janeiro. Produz madeira bastante leve, resistente e flexível à envergadura, própria para móveis e artefatos em geral.




115 Guamirim-vermelho

Gomidesia spectabilis (DC.) O. Berg. Myrtaceae

Arvoreta de tronco tortuoso e fino, característica e exclusiva da Floresta Atlântica. Encontra-se no esta do médio da mata primária desde os ambientes úmidos até os mais secos. Produz frutos amarelos globosos procurados pela avifauna.



116 Palmeira-indaiá

Attalea dubia (Mart.) Bur. Arecacea

Palmeira nativa e ornamental que produz frutos comestíveis e madeira para construções rústicas. O termo indaiá significa uma formação vegetal onde predomina este tipo de palmeira.



117 Simaruba

Simarouba sp. Simaroubaceae

Árvores em geral de porte médio que ocorrem com freqüência na América do Sul. Suas inúmeras utilidades têm em comum o uso da casca amarga no fabrico de tinturas anthelmíticas e inseticidas. Sua madeira mole é utilizada pelos argentinos em tornearia de copos, cuias e vasilhames.



118 Figueira-gameleira

Ficus gomelleira Kunth & C.D. Bouché Moraceae

Árvore de grande porte, perde as folha no inverno e recompõe sua folhagem na primavera, com grandes folhas verde-reluzentes. A base de seu tronco é formada por grandes raízes tubulares “gamelas”, daí o seu nome.



119 Cedro-japonês

Cryptomeria japonica (L.F.)D. Don. Cupressaceae

Árvore nativa da China e do Japão, onde é comumente cultivada em santuários. Por apresentar copa piramidal ornamental foi sempre cultivada em parques e jardins. Fornece madeira clara própria para acabamentos.



120 Carvoeiro, coração-de-bugre

Amaioua guianensis Aubl. Rubiaceae

Árvore que ocorre no interior da floresta primária da Mata Atlântica. Sua dispersão vai desde as Guianas até Santa Catarina. Produz fuste alto e reto, próprio para o tabuado em geral. Suas flores pequenas não são percebidas para o paisagismo.



121 Plátano-americano

Paltanus occidentalis L. Platanaceae

Árvore de grande porte podendo atingir até 30 metros de altura. Esta espécie apresenta sua casca castanho-escura, fissurada logitudinalmente, o que a difere de outras espécies. Natural do norte da América do Norte, é caducifólia, produz bela sombra e sua madeira difícil de rachar tem inúmeras utilidades dentre elas, toco para picar carne.



122 Oleandro, espirradeira

Nerium oleander L. Apocynaceae

Arbusto grande ormamental do Mediterrâneo, suas flores são brancas, róseas ou vermelhas e desabrocham na primavera. Raras são as flores amarelas. Planta tóxica, devendo-se ter cuidado com as flores e folhas.



123 Guaicá-de-leite, quebra-serra, macieira

Pouteria venosa (Mart.) Baehni Sapotaceae

Árvore alta de tronco reto cilíndrico, exclusiva da Floresta Atlântica de encosta. Quando ferida exsuda látex branco, sua floração é de junho até setembro o fruto é uma baga comestível, a madeira é muito dura própria para vigamentos e cabos de ferramentas.



124 Cambuí, cambuim

Myrciaria plinioides D.Legrand Myrtaceae

Arvoreta elegante coberta com densa folhagem, seu tronco liso com escamas desprendidas é a característica básica para seu reconhecimento. É originária da Floresta Atlântica do sul do Brasil, seus frutos são comestíveis e sua maior utilidade é no emprego do paisagismo.



125 Mamoeira-miúda

Eugenia microcarpa O.Berg. Myrtaceae

Arvoreta natural da Floresta Atlântica de encosta desde o Rio de Janeiro até Santa Catarina. Suas folhas grandes reluzentes, enrugadas e com pilosidades avermelhadas servem de característica principal de seu reconhecimento. Seus frutos são bagas negras que se assemelham à pitanga.



126 Tangerina-comum

Citrus nobilis Lour. Rutaceae

Originária da China, apresenta muitas variedades provenientes de hibridações naturais e feitas pelo homem ao longo dos séculos. Fruto comestível muito apreciado pelas aves e pelo homem. As folhas e a casca do fruto produzem um óleo essencial aromático, volátil e combustível.



127 Limão-cravo

Citrus limon (L.) Brum F. Rutaceae

Arvoreta frutífera originária da Ásia. Cultivada nos países de clima quente. Sua utilidade culinária é imensa. Na medicina popular, as folhas e o suco são vastamente usados no tratamento de escorbuto, tosse, obstrução do fígado, baço, reumatismo, etc. Encontra-se frutificando praticamente o ano inteiro. O limão é uma espécie de fada ou mágico medicinal da casa.



128 Pinheiro, pinheiro-brasileiro

Araucaria angustifolia (Bertol.) O. Kuntze Araucariaceae

Árvore que dá o nome à Mata de Araucária que cobre os planaltos do Rio Grande do Sul ao sul de Minas Gerais. Fornece o pinhão, semente de alto valor nutritivo para o homem e animais. Sua madeira, de lei, tem aplicação na construção de casas e de móveis muito leves e resistentes. Suas fibras fornecem excelente papel e celulose. É árvore símbolo do estado do Paraná.



129 Capororocão

Myrsine umbellata Mart. Primulaceae

Árvore que ocorre no interior da Mata Atlântica de encosta, com vasta dispersão. Sua madeira é utilizada em taboamentos, obras internas, revestimentos, e, para lenha e carvão.



130 Jasmim-de-cabo

Gardenia jasminoides Ellis. Rubiaceae

Arbusto de até 2 metros de altura, originário da África do Sul e da China. Cultivada como planta ornamental pelas suas belas flores alvas. As flores fornecem essência para a indústria de perfumaria. Na China usa-se a tinta preta dos frutos para tingir roupas de seda.



131 Pacari-do-mato, pacuri

Lafoensia pacari St. Hill. Lythraceae

Árvore natura da Floresta Atlântica. Ocorre principalmente nas florestas de altitude e no cerrado. Sua distribuição vai desde São Paulo, Mato Grosso do Sul até Santa Catarina. madeira dura e de qualidade para tacos e obras externas. Indicado para arborização urbana, produz enormes flores brancas de outubro a dezembro.



132 Araça-amarelo

Psidium cattleianum Sabine Mystaceae

Arvoreta de casca lisa e esbelta, característica da Floresta Atlântica litorânea do Brasil. Seus frutos amarelos e saborosos alimentam uma vasta fauna nos meses de janeiro a março. Sua madeira tem inestimável valor na construção de remos de antigos pescadores. Sua preferência é de áreas abertas.



133 Abacateiro

Persea gratissima Gaertn. Lauraceae

Árvore de características tropicais proveniente da América Central e México. A principal importância do fruto é que pode ser servida como alimento. Do fruto extrai-se um óleo amarelado-esverdeado de larga aplicação cosmética e, em medicamentos.



134 Corticeira, araticum

Annona rugulosa(Schltdl.) H.Rainer Annonaceae

Árvore frequëntemente distribuída ao longo da Floresta Atlântica do sul do Brasil. Prefere solos úmidos e fornece frutos globosos “anona” que alimentavam os suínos domésticos que viviam soltos na floresta. Fornece madeira branca, clara e pouco resistente.



135 Maria-faceira, maria-mole

Guapira opposita (Vell.) Reitz Nyctaginaceae

Árvore ou arbusto da Floresta Atlântica, de madeira mole. Suas flores são apícolas.



136 Pau-sangue

Pterocarpus violaceus Vog. Fabaceae(Faboideae)

Árvore de grande porte distribuída pela Floresta Atlântica. Fornece madeira indicada para acabamentos internos e para tornearia. Ornamental por excelência pode ser utilizada no reflorestamento de áreas degradadas.



137 Angelim

Andira fraxinifolia Benth. Fabaceae

Árvore de porte médio que forma copa densa e larga, dotada de ótima sombra. Sua floração é um espetáculo da natureza, e ocorre na primavera de setembro a novembro. É natural da Floresta Atlântica desde o Maranhão até Santa Catarina. Fornece madeira para portas , janelas e construção civil em geral.



138 Guamirim-chorão

Marlierea sylvatica (O. Berg.) Kiaersk. Myrtaceae

Árvore de grande porte, de tronco tortuoso, retorcido e com leves caneluras. Característica da Floresta Atlântica do sul do Brasil. A madeira , resistente, serve para taboado em geral. É apícola Por excelência. É um dos poucos guamirins e araçazeiros que alcançam o estrato superior da mata primária.



139 Cica, Palmeira Sagú

Cycas revoluta Thunb. . Cycadaceae

Vedete dos jardins contemporâneos e tropicais, a Cica se parece com uma palmeira. Suas folhas são longas, rígidas e brilhantes, compostas por foliolos pontiagudos. A planta tem crescimento bastante lento, o que a torna muito valorizada no mercado. Ela multiplica-se pelas sementes formadas no ápice, mas principalmente pelas brotações laterais que surgem na planta adulta. Vai bem como planta isolada e em conjuntos no jardim ou em vasos.



141 Palmeira Buriti

Mauritia flexuosa L.F. . Arecaceae

Espécie de grande valor ornamental, tanto pela folhagem, como pela base das folhas antigas que ficam aderidas ao caule. Na região de origem, suas fibras são usadas na confecção de capachos e mantas.


142 Palmeira Garrafa

Hyophorbe lagenicaulis . Arecaceae

Seu caule em forma de garrafa confere um aspecto bastante ornamental, embora bizarro à palmeira. As folhas novas são avermelhadas. Suporta geadas fracas. Bem adaptadas às regiões litorâneas.



143 Palmeira Azul

Bismarckia nobilis Hildebrant & Wendland Arecaceae

Planta dióica mas, mesmo na ausência da planta masculina, a feminina pode produzir frutos férteis. Palmeira de porte majestoso e bastante ornamental tanto pelo porte quanto pela folhagem azul-acinzentada. Por ser uma espécie de introdução recente no Brasil, praticamente inexistem exemplares adultos. A germinação pode levar meses.




144 Palmeira Triangular

Dypsis decary (Jum.)Beentje & J.Dransf. Arecaceae

As folhas arqueadas e distribuídas em 3 direções explicam o nome popular desta palmeira. É muito ornamental devido à esta característica. É razoavelmente tolerante à estiagens. Suporta solos arenosos e salinos, como os de regiões litorâneas, bem como a maresia.




145 Palmeira Dendem

Elaeis sp. . Arecaceae

O dendezeiro, também conhecido como Palmeira-de-óleo-africana, Palma de Guiné ou coqueiro de dendê, é uma palmeira originária da Costa Ocidental da África(Golfo da Guiné). Seu fruto é conhecido como dendê, e seu óleo com azeite de dendê ou óleo de palma.




147 Cerca-viva Sansão do Campo

Mimosa caesalpiniaefolia Benth. Fabaceae

Espécie pioneira, pode atingir de 5 a 8 metros de altura quando adulta. Possui madeira pesada, dura e compacta, e de grande durabilidade mesmo quando exposta à umidade. Ainda por isso, sua madeira é muito apropriada para usos externos, como moirões, estacas, postes, dormentes e para lenha e carvão. Além disso, a árvore apresenta características ornamentais, principalmente pela forma entoucerada de seus ramos. Apenas deve-se observar que possui muitos espinhos, e que podem machucar alguém quando utilizada para arborização urbana. Como planta tolerante à luz direta e de rápido crescimento, é ideal para reflorestamentos heterogêneos destinados à recomposição de áreas degradadas de preservação permanente. Além disso, é muito utilizada como cerca-viva defensiva.



GLOSSÁRIO
Adstringente: Substância que provoca desidratação das mucosas. Que trava.

Apícola, melífera: Planta cujas flores são visitadas pelas abelhas em busca de néctar ou de pólen.

Caducas, decíduas: Que perdem as folhas durante as estações de outono e inverno

Dióica: Planta que produz flores femininas num indivíduo e flores masculinas em outro indivíduo.

Espontânea: Espécie de planta exótica que vegeta ou se reproduz sem auxílio do homem por ter se adaptado às novas condições ambientais.

Estipe: Tronco cilíndrico, sem ramificações encimado por grandes folhas. É típico das palmeiras e coqueiros

Exótica: Que não é nativa, estrangeira.

Revessa: Madeira tortuosa ou torcida em suas linhas de desenho do lenho.

Rizoma: Raiz com armazenamento de sustâncias nutritivas.

Tanino: Substância adstringente utilizada no curtimento de couro.

Roteiro Interpretativo da Flora e Planejamento Florestal e Ambiental: Prof. Dr. Jorge Alberto Müller, Engenheiro Florestal – ecletus.jam@gmail.com
Informações complementares sobre estas espécies e sobre a Floresta Atlântica, você pode obter nas seguintes obras, todas arquivas na Biblioteca Central da Universidade de Blumenau – FURB
ÁRVORES BRASILEIRAS – Manual de identificação e cultivo de plantas abóreas nativas do Brasil. Harrri Lorenzi 1992.

DICIONÁRIO DAS PLANTAS ÚTEIS BARSILEIRAS E DAS EXÓTICAS CULTIVADAS. M. Pio Correa , Ministério da Agricultura. IDBF 1984

FIC- FLORA ILUSTRADA CATARINENSE – Herbário Barbosa Rodrigues, Itajaí-SC

PLANTAS DO PANTANAL, EMBRAPA – Brasília DF – Arnildo Pott, 1994.

PLANTAS ORNAMENTAIS NO BRASIL – Arbustivas, herbáceas e trepadeiras – Harri Lorenzi, Hermes Moreira de Souza, 1995.

SELLOWIA – Anais botânico do herbário Barbosa Rodrigues, Itajaí SC.



BLUMENAU, 10.09.2013.

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